O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) voltou a manifestar seu interesse em disputar o governo de Minas Gerais durante a convenção nacional do partido, realizada nesta terça-feira (4) em Brasília. Azevedo havia recebido uma negativa do presidente nacional da sigla, Marcos Pereira, mas aproveitou a oportunidade para pedir que sua pré-candidatura ao Palácio Tiradentes fosse mantida. No dia anterior, Azevedo havia gravado um vídeo ao lado de Pereira, onde anunciava sua desistência da corrida ao Executivo estadual, alegando questões pessoais, especialmente o recente falecimento de seu irmão, Mateus Azevedo, que morreu em decorrência de leucemia. No entanto, durante a convenção, o senador interrompeu Pereira para solicitar a reconsideração de sua candidatura, afirmando que estava em um momento de vulnerabilidade emocional. “Peço humildemente que o presidente possa me dar essa vaga”, apelou Azevedo, reconhecendo a complexidade de sua situação. Marcos Pereira, por sua vez, manteve a decisão de não apoiar a candidatura do senador, ressaltando que a inconstância nas decisões não é um traço desejável para um candidato ao governo. “Eu seria irresponsável de colocar como governador uma pessoa que ora pensa uma coisa, ora pensa outra”, declarou Pereira, enfatizando que oportunidades já foram dadas a Azevedo. A indefinição sobre a pré-candidatura de Azevedo gerou um clima de incerteza no Republicanos, que chegou a emitir uma nota afirmando que o senador havia perdido a chance de concorrer devido à falta de engajamento em sua pré-campanha. Com a possibilidade de não ter uma candidatura própria, o partido parece inclinar-se a apoiar Marcelo Aro (PP-MG) na disputa pelo governo estadual, formando uma aliança com os Progressistas e o PL. Pereira comentou sobre a dinâmica política, afirmando que, muitas vezes, as decisões são tomadas não com base no que se deseja, mas no que é viável. “Na política, a gente não faz o que quer; a gente faz o que é possível e, quando não é possível, eu dialogo”, afirmou durante o evento. A situação de Cleitinho Azevedo e a posição do Republicanos em relação à candidatura ao governo de Minas Gerais permanecem em aberto, com as definições sobre vices e as últimas vagas ao Senado ainda pendentes para as próximas convenções.




