A Carlsberg, uma das principais cervejarias dinamarquesas, reportou um crescimento significativo em seus lucros no segundo trimestre de 2026, impulsionado principalmente pelas vendas de refrigerantes e cervejas sem álcool. Apesar de uma leve queda de 1,1% nas vendas de cerveja, o aumento de 7,8% nas vendas de refrigerantes compensou essa redução, refletindo uma tendência crescente de consumidores em busca de opções mais saudáveis e sem álcool.
No primeiro semestre, a empresa registrou receitas de 47 bilhões de coroas dinamarquesas, equivalente a R$ 37,92 bilhões, o que representa um aumento de 2,6% em relação ao mesmo período do ano anterior. O destaque ficou para o crescimento de 11% nas vendas de cerveja sem álcool, especialmente na Europa Ocidental, onde o aumento chegou a 15%.
Esses resultados são um sinal positivo para a Carlsberg, que enfrentou desafios em 2025, incluindo uma queda de vendas maior que o esperado após a perda da licença para produzir a marca San Miguel no Reino Unido, onde atuou por 15 anos. Para diversificar suas operações, a Carlsberg adquiriu o grupo britânico Britvic em janeiro de 2025, o que resultou em um aumento significativo nas vendas de refrigerantes, que agora representam cerca de 30% das receitas do grupo.
Jacob Aarup-Andersen, CEO da Carlsberg, destacou que o crescimento nos lucros foi robusto, com um desempenho particularmente forte nas categorias de refrigerantes e bebidas sem álcool. Além disso, a empresa estabeleceu novas parcerias estratégicas com a japonesa Sapporo e a norte-americana PepsiCo, o que deve contribuir ainda mais para o crescimento futuro.
A Carlsberg também revisou suas projeções de lucro para o ano, agora prevendo um crescimento orgânico do lucro operacional entre 4% e 6%, em comparação com a estimativa anterior de 2% a 6%. Essa revisão é um reflexo da recuperação contínua da empresa e da adaptação às novas preferências dos consumidores.
O setor de bebidas, no entanto, enfrenta um cenário desafiador, com uma tendência global de redução no consumo de álcool. A Diageo, proprietária da Guinness, anunciou cortes de até 5.000 empregos em uma reestruturação para simplificar suas operações. A Heineken, por sua vez, nomeou o brasileiro Rafael Oliveira como seu novo CEO, com a missão de continuar a estratégia de recuperação da empresa, que inclui a redução de 7% no quadro global de funcionários. Essas mudanças no setor refletem a necessidade de adaptação às novas demandas dos consumidores, que buscam opções mais saudáveis e estão cada vez mais conscientes de seus hábitos de consumo. A Carlsberg, com sua estratégia diversificada, parece estar bem posicionada para enfrentar esses desafios e continuar a crescer em um mercado em transformação.



