Post: CBF formaliza reclamação à Fifa sobre intervenção do VAR em gol anulado de Vinícius Júnior

CBF reclama à Fifa sobre intervenção do VAR na anulação do gol de Vinícius Júnior em jogo contra a Escócia.
CBF formaliza reclamação à Fifa sobre intervenção do VAR em gol anulado de Vinícius Júnior

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) enviou uma carta formal à Fifa para expressar sua insatisfação com a intervenção do VAR na anulação do gol de Vinícius Júnior, ocorrido durante a partida contra a Escócia na última quarta-feira (24). O Brasil já vencia por 1 a 0, com o gol marcado pelo próprio Vini, quando o atacante roubou a bola do zagueiro Hendry e finalizou, mas o árbitro mexicano César Ramos, após revisão do vídeo, decidiu anular o gol por falta. No documento, endereçado ao presidente da Fifa, Gianni Infantino, o presidente da CBF, Samir Xaud, defende que o VAR deve ser utilizado apenas em casos de erros claros. Ele argumenta que, em situações de dúvida, a decisão deve permanecer com o árbitro em campo. Para reforçar sua posição, a CBF citou exemplos de jogos em que a decisão do juiz prevaleceu, mesmo após consulta ao VAR. Embora a CBF não acredite que a reclamação trará mudanças práticas, considera fundamental registrar sua posição diante do que classificou como um erro evidente. A carta também menciona a escolha do árbitro mexicano, que já havia sido criticado em ocasiões anteriores, especialmente durante a Copa do Mundo de 2018, quando ele validou um gol da Suíça em uma jogada polêmica envolvendo falta sobre o zagueiro brasileiro Miranda. O trecho da carta destaca: “O árbitro mexicano designado para a partida entre Brasil e Escócia é, sem dúvida, um profissional experiente e qualificado. No entanto, ele também foi o árbitro do jogo do Brasil contra a Suíça na Copa do Mundo Fifa de 2018, quando o gol de empate da Suíça foi validado apesar de uma falta cometida contra o zagueiro brasileiro [Miranda] imediatamente antes do gol.” Por fim, a CBF sugere que César Ramos não seja mais escalado para apitar jogos da seleção brasileira na Copa. A Fifa, até o momento, não se pronunciou sobre a questão.

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