Post: Câmara dos Deputados discute relatório sobre crimes motivados por misoginia

Grupo de trabalho da Câmara apresenta relatório sobre crimes motivados por misoginia, propondo punições severas.
Imagem gerada com IA
Ettore Chiereguini/Câmara dos Deputados
Apresentação do Relatório do Grupo de Trabalho sobre o PL 896/23 (PL da Misoginia). Dep. Tabata Amaral (PSB - SP)
Tabata Amaral incluiu no texto a misoginia em ambiente virtual

Na tarde desta terça-feira (16), o grupo de trabalho da Câmara dos Deputados se reunirá para a apresentação e votação do relatório final sobre crimes motivados por misoginia, um tema de crescente relevância na sociedade contemporânea. A reunião está agendada para as 17 horas, em um plenário a ser definido.

misoginia: cenário e impactos

O colegiado está analisando o Projeto de Lei 896/23, que propõe equiparar a misoginia ao crime de racismo, tornando essa prática inafiançável e imprescritível. A coordenadora do grupo, deputada Tabata Amaral (PSB-SP), destaca que o objetivo é aprimorar o texto para evitar interpretações equivocadas e enfrentar práticas que possam estar associadas a crimes mais graves contra as mulheres.

Uma das principais alterações sugeridas por Tabata é a punição de grupos que disseminam ódio contra mulheres na internet. “Uma das atualizações que estou propondo em relação ao projeto do Senado é olhar para a questão da monetização, da articulação em grupos de ódio em rede, mas também a questão da influência. Está muito claro para a gente que o ódio às mulheres é uma forma que muitos influenciadores encontraram de atrair a atenção para vender seus cursos. E isso é ainda mais grave”, afirmou a deputada.

Na versão apresentada, a proposta prevê que quem induzir ou incitar a misoginia em ambiente virtual poderá enfrentar penas que variam de um a três anos de prisão, além de multa. Caso haja intenção de obter vantagem econômica, a pena será aumentada, e a proposta também inclui a suspensão da conta utilizada para cometer o crime.

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