Enquanto debates acalorados sobre a formação da seleção brasileira dominam as mesas-redondas, uma pergunta persiste entre os torcedores: o Brasil vai ganhar a Copa do Mundo? Para responder a essa questão, é essencial olhar para os dados disponíveis. A empresa Opta, reconhecida mundialmente na análise esportiva, utilizou seu supercomputador para simular o torneio em diversas ocasiões. O resultado dessas simulações revela que a Espanha é a grande favorita, com uma probabilidade de 16% de conquistar o título. Os recentes desempenhos da equipe, especialmente após vencer a Eurocopa de 2024, reforçam essa posição.
O Brasil, por sua vez, aparece em sexto lugar nas previsões, com uma chance de 6,8% de levantar a taça. Apesar disso, as simulações indicam uma alta probabilidade de classificação para a fase de grupos, com 96,9% de chance de avançar. O Haiti, que será o segundo adversário da seleção, tem 0% de chance de conquistar o título. Para chegar à semifinal, o Brasil tem 22,1% de probabilidade, um feito que não ocorre desde 2014.
Além da Espanha, outras seleções como França (12,7%), Inglaterra (10,8%), Argentina (10,2%) e Portugal (7,2%) também estão à frente do Brasil nas previsões. Apesar de estar em sexto lugar na lista de favoritos, isso não significa que a seleção terminará nessa posição no torneio. O time, sob o comando de Carlo Ancelotti, está ligeiramente à frente da Alemanha (5,9%) e da Holanda (4%).
A Opta utiliza uma metodologia que simula milhares de confrontos, avaliando as chances de vitória de cada seleção, e calibra seus dados com as probabilidades das casas de apostas. Em comparação com as odds das casas de apostas, o Brasil é considerado o quarto favorito na FanDuel, com 10,5% de chance de vencer.
Esse cenário é bastante diferente do que se viu em Copas anteriores, onde o Brasil frequentemente era apontado como o principal favorito. No entanto, essa mudança de perspectiva ilustra a complexidade das previsões, uma vez que a seleção brasileira caiu nas quartas de final em 2018 e 2022. No Qatar, apesar de ser considerado favorito, o Brasil tinha apenas 16% de chance de ganhar, o que significa que havia 84% de chances de não conquistar o título.
A estrutura do torneio, que combina fases de grupos e mata-mata, torna as previsões ainda mais desafiadoras. Cada jogo é crucial e a dinâmica dos jogadores, que vêm de diferentes clubes e estilos, complica as projeções de desempenho. O futebol, sendo um esporte de baixa pontuação, é notoriamente imprevisível. Um único gol, um pênalti ou um desvio pode ser a diferença entre a vitória e a eliminação, como evidenciado pelo gol da Croácia em 2022, que tirou o Brasil da competição.
Com uma probabilidade entre 7% e 11%, o Brasil não é o favorito, mas ainda está na disputa. Se as previsões anteriores superestimaram o desempenho da seleção, a realidade atual mostra que, apesar das incertezas, a equipe tem potencial para surpreender. Portanto, a pergunta permanece: o Brasil vai ganhar a Copa? A resposta pode depender tanto dos dados quanto do desempenho em campo.



