A Boeing apresentou nesta terça-feira (27) os resultados financeiros do terceiro trimestre, revelando uma dívida líquida de US$ 25,2 bilhões, uma leve queda em relação aos US$ 25,9 bilhões do trimestre anterior e significativamente menor que os US$ 30,4 bilhões registrados no mesmo período do ano passado. Apesar dessa redução, a fabricante de aviões enfrentou um prejuízo ajustado de US$ 0,34 por ação, superando as expectativas do mercado, que eram de US$ 0,21.
A receita da divisão Boeing Commercial Airplanes caiu para US$ 10,7 bilhões, enquanto o prejuízo operacional foi de US$ 697 milhões, refletindo uma contração de margem de apenas 6,5%, em comparação com uma retração de 48,3% um ano antes. Esses números indicam que, apesar dos desafios, a empresa continua sua trajetória de recuperação após um período conturbado que afetou sua reputação.
Durante o trimestre, a Boeing conquistou a certificação do 737 Max 7 e venceu um contrato da Marinha dos EUA para o caça F/A-XX de sexta geração. Além disso, a empresa gerou fluxo de caixa livre por mais um trimestre, o que é um sinal positivo para sua recuperação financeira. A certificação do 737 Max 10, um modelo maior, foi anunciada em outubro.
Kelly Ortberg, CEO da Boeing, destacou em um memorando aos funcionários que as expectativas estão aumentando e que a empresa está mais sólida do que há um ano, embora ainda haja muito trabalho a ser feito para atender aos pedidos da carteira e melhorar a cultura interna. A Boeing atribuiu seu desempenho ao aumento das entregas de aviões comerciais menos rentáveis e aos custos de produção elevados, especialmente relacionados à cadeia de suprimentos.
A companhia tem enfrentado dificuldades em aumentar a produção do 737, com a meta de elevar a produção de 42 para 47 aviões por mês. Ortberg mencionou que a empresa ainda não consegue fabricar asas com a rapidez necessária, um desafio que foi discutido em uma conferência do setor em setembro.
Na divisão de defesa, a Boeing viu um aumento nas entregas e uma melhora no desempenho operacional, resultando em um lucro trimestral de quase US$ 500 milhões e uma margem operacional de 6,2%, em comparação com 1,7% no ano anterior. A Boeing Global Services também teve um desempenho positivo, com lucro de US$ 1 bilhão e margem operacional de 18,3%. Esses resultados mostram que, apesar das dificuldades enfrentadas, a Boeing continua a se recuperar e a se adaptar às demandas do mercado.



