Post: Balança comercial brasileira registra superávit de US$ 9,8 bilhões em junho

A balança comercial brasileira alcançou superávit de US$ 9,8 bilhões em junho, impulsionada por petróleo, soja e carne.
Balança comercial brasileira registra superávit de US$ 9,8 bilhões em junho

A balança comercial do Brasil alcançou um superávit de US$ 9,8 bilhões em junho, um resultado que representa um crescimento de 66,6% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Esse desempenho foi impulsionado por setores como petróleo, soja, carne e ferro, segundo informações divulgadas pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) nesta sexta-feira (3).

superávit: cenário e impactos

As exportações brasileiras aumentaram quase 25% no período, contribuindo significativamente para esse resultado positivo. A corrente de comércio, que é a soma das exportações e importações, atingiu US$ 62,8 bilhões, o maior valor já registrado em um único mês na série histórica.

Os principais números do mês incluem:

  • Superávit: US$ 9,8 bilhões (+66,6% em relação a junho de 2025);
  • Exportações: US$ 36,3 bilhões (+24,9%);
  • Importações: US$ 26,5 bilhões (+14,4%);
  • Corrente de comércio: US$ 62,8 bilhões (+20,3%).

Esse resultado é o terceiro melhor para o mês de junho, perdendo apenas para os anos de 2021 e 2023, que registraram superávits de US$ 10,414 bilhões e US$ 10,077 bilhões, respectivamente.

O aumento das exportações foi liderado pela indústria extrativa, seguida pela indústria de transformação e pelo agronegócio. Os números por setor são impressionantes:

  • Indústria extrativa: US$ 9,9 bilhões (+58,4% em relação a junho de 2025);
  • Indústria de transformação: US$ 18 bilhões (+14,7%);
  • Agropecuária: US$ 8,1 bilhões (+18%).

O diretor de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior do MDIC, Herlon Brandão, comentou que é cedo para avaliar os impactos do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia nas exportações brasileiras, mas já há relatos de um aumento no interesse dos importadores europeus.

Entre os produtos que se destacaram nas exportações, estão:

  • Petróleo bruto: +78,9% em relação ao ano passado;
  • Minério de ferro: +20%;
  • Combustíveis: +88,8%;
  • Carnes de aves: +62,4%;
  • Carnes bovinas: +39,2%;
  • Soja: +17,3%;
  • Animais vivos: +208,8%;
  • Algodão bruto: +64,1%.

As exportações para os principais mercados do Brasil, incluindo os Estados Unidos, também cresceram, mesmo diante de tensões comerciais. Os números por região são os seguintes:

  • Ásia: US$ 17,4 bilhões (+29,9%);
  • Europa: US$ 6,4 bilhões (+43,9%);
  • América do Norte: US$ 4,9 bilhões (+8,5%);
  • América do Sul: US$ 3,9 bilhões (+7%).

As importações também mostraram crescimento, com destaque para bens de consumo e bens intermediários. Os números são:

  • Bens intermediários: US$ 15,1 bilhões (+10,9%);
  • Bens de consumo: US$ 5,7 bilhões (+34%);
  • Bens de capital: US$ 3,5 bilhões (+5,7%);
  • Combustíveis: US$ 2,2 bilhões (+11,6%).

No acumulado do primeiro semestre, a balança comercial registrou um superávit de US$ 42,4 bilhões, com exportações totalizando US$ 184,8 bilhões (+11,5%) e importações de US$ 142,4 bilhões (+5,1%).

Diante desse desempenho, o MDIC revisou suas projeções para 2026, elevando a estimativa de superávit da balança comercial de US$ 72,1 bilhões para US$ 90 bilhões. A previsão de exportações também foi ajustada, passando de US$ 364,2 bilhões para US$ 394,4 bilhões, enquanto as importações devem totalizar US$ 304,4 bilhões.

As novas estimativas são mais otimistas do que as apresentadas por instituições financeiras, que preveem um superávit comercial de US$ 76,2 bilhões para este ano.

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