Post: Azul reafirma interesse em manter parceria com TAP durante disputa judicial

Azul reafirma interesse em manter parceria com a TAP, mesmo com disputa judicial de 189 milhões de euros.
Azul reafirma interesse em manter parceria com TAP durante disputa judicial

A companhia aérea Azul reafirmou seu desejo de manter a parceria com a TAP, mesmo em meio a uma disputa judicial que envolve um pagamento de 189 milhões de euros. A questão gira em torno de um empréstimo de 90 milhões de euros concedido pela Azul à TAP em 2016, que ainda não foi quitado, incluindo juros. O vice-presidente institucional e corporativo da Azul, Fábio Campos, destacou a importância da relação comercial entre as duas empresas, que já dura anos, e expressou confiança na continuidade dessa parceria, independentemente dos desdobramentos da privatização da TAP.

A privatização da TAP está em andamento, com a entrada de um novo investidor que terá pelo menos 44,9% do capital da companhia. Apesar das mudanças, Campos afirmou que a relação entre a Azul e a TAP permanece forte. Ele enfatizou que a Azul espera receber o valor devido, mas isso não deve impactar a colaboração entre as companhias. Durante uma cerimônia em Lisboa, para celebrar os dez anos da presença da Azul em Portugal, Campos evitou entrar em detalhes sobre a disputa judicial, mencionando apenas que o processo está em andamento na Justiça.

A relação entre as duas empresas é estratégica, com a TAP desempenhando um papel importante na distribuição de passageiros da Azul na Europa e vice-versa. Campos mencionou que a Azul tem “total interesse” em continuar a parceria, independentemente de quem vença a disputa pelo controle da TAP. A Azul já foi acionista indireta da TAP, ao lado de David Neeleman, e a disputa atual se originou após um investimento de 90 milhões de euros em títulos da TAP SGPS, que, junto com outros 30 milhões de euros da estatal Parpública, totaliza 120 milhões de euros.

A situação se complicou em 2020, quando o governo português interveio na TAP após a pandemia de Covid-19, resultando na saída de acionistas privados e na reestruturação da companhia. A Azul, então, buscou executar garantias ligadas ao empréstimo, como o programa de milhas da TAP, o que levou à atual disputa judicial. Em março de 2026, a Azul entrou com uma ação contra a TAP, buscando o pagamento de 189 milhões de euros.

Por outro lado, a TAP argumenta que o financiamento deve ser considerado um suprimento, ou seja, um empréstimo sem necessidade de garantias, que não seria reembolsável nas condições defendidas pela Azul. A Azul também pediu que a insolvência da TAP SGPS, agora chamada Siavilo, fosse classificada como culposa, mas essa iniciativa perdeu força com a apresentação de pareceres que sugerem que a insolvência deve ser considerada fortuita.

A disputa entre as duas companhias aéreas continua a se desenrolar nos tribunais, enquanto ambas buscam uma resolução que possa permitir a continuidade de sua relação comercial. A Azul, que enfrenta desafios financeiros, permanece otimista quanto ao futuro de sua parceria com a TAP, evidenciando a importância estratégica dessa colaboração no cenário da aviação.

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