Uma ameaça de bomba levou um voo da Austrian Airlines, que seguia de Tel Aviv para Viena, a realizar um pouso não programado na capital búlgara, Sófia, na noite de domingo (18). A aeronave, que transportava 51 passageiros e seis tripulantes, fez a aterrissagem após a tripulação informar sobre a ameaça enquanto se aproximava da fronteira com a Romênia. A Força Aérea da Bulgária acionou caças MiG-29 para acompanhar a situação.
O ministro do Interior da Áustria, Gerhard Karner, revelou que a ameaça foi feita por telefone ao aeroporto de Viena, e uma investigação já está em andamento. Embora não tenha fornecido detalhes sobre o autor da ligação, o jornal israelense Haaretz informou que a ameaça teria sido feita por um cidadão austríaco que não estava a bordo da aeronave.
Após o pouso em Sófia, a aeronave, um Airbus A320-200, passou por uma inspeção rigorosa, assim como os passageiros e a tripulação. A Austrian Airlines confirmou que nenhum perigo foi identificado, permitindo que todos os ocupantes reembarcaram e continuaram a viagem para Viena, onde chegaram nas primeiras horas desta segunda-feira (19).
Esse incidente ocorre menos de três semanas após uma tentativa de ataque terrorista em um voo que se dirigia a Israel. Em 30 de setembro, um copiloto da Flydubai atacou o comandante com um machado, tentando assumir o controle da aeronave para derrubá-la. O ataque foi frustrado pela intervenção do comandante e de passageiros, que conseguiram pousar o avião em segurança.
A situação destaca os crescentes desafios de segurança enfrentados pela aviação internacional, especialmente em rotas que envolvem regiões de tensão. As autoridades continuam a investigar a origem da ameaça e a segurança nos aeroportos permanece uma prioridade.




