O grupo suíço de chocolates Lindt anunciou a volta de Dieter Weisskopf ao cargo de CEO interino, substituindo Adalbert Lechner, em uma tentativa de revitalizar as vendas da empresa, que enfrentam uma queda significativa. A decisão foi comunicada na última segunda-feira (19) e reflete a necessidade de uma nova liderança para reverter a atual trajetória de estagnação. O conselho de administração da Lindt acredita que Weisskopf, que já ocupou a posição até 2022, pode trazer a experiência necessária para guiar a empresa em um momento desafiador.
As ações da Lindt caíram mais de 25% neste ano, um reflexo da dificuldade em aumentar o volume de vendas após um aumento de preços de 40% desde 2022, que resultou em apenas 2% a mais em volume vendido, segundo dados do Barclays. A empresa já havia reduzido sua projeção de crescimento para o ano, passando de uma expectativa de 4% a 6% para uma previsão de apenas 0% a 2%, impactada por fatores como o calor extremo que afetou as vendas de chocolates na Europa.
Dados recentes indicam que as vendas da Lindt caíram 10% nas quatro semanas encerradas em 6 de setembro, evidenciando a pressão que a empresa enfrenta no mercado. Os fabricantes de chocolate têm lidado com flutuações nos preços do cacau, que atingiram máximas históricas em 2024, mas a Lindt optou por continuar elevando seus preços, mesmo quando o cacau começou a recuar. No primeiro semestre de 2026, os preços dos produtos da marca aumentaram 11,8% em comparação ao mesmo período do ano anterior.
Weisskopf declarou que seu foco será restaurar as operações na Europa e capitalizar o desempenho positivo em mercados como América do Norte e Ásia. “Investiremos significativamente em nossas marcas, ao mesmo tempo que melhoraremos nossa rentabilidade”, afirmou. O presidente do conselho da Lindt, Ernst Tanner, também mencionou que espera que um novo CEO permanente seja nomeado até o segundo trimestre de 2027. Além da mudança na liderança, a empresa anunciou a substituição do responsável por suas operações na Alemanha e na Áustria, que têm apresentado resultados insatisfatórios. Essas medidas visam não apenas estabilizar a empresa, mas também preparar o terreno para um futuro mais promissor no competitivo mercado de chocolates.




