Na noite de segunda-feira (3), o jogador do São Paulo, Nicolas Bosshardt, de 19 anos, foi detido sob suspeita de atropelar e matar um idoso de 84 anos em Barueri, na Grande São Paulo. A vítima, identificada como Paulo Rodrigues, foi socorrida, mas não resistiu aos ferimentos e faleceu no hospital.
De acordo com testemunhas, Bosshardt dirigia um BMW 220 MSP preto, avaliado em cerca de R$ 330 mil, e estava acompanhado de outro atleta do clube, Ryan Francisco, em um Audi A3. A Polícia Civil recebeu relatos de que os dois veículos estavam em alta velocidade na alameda Rio Negro, em Alphaville, quando o acidente ocorreu. Uma testemunha que passava pelo local afirmou ter visto os carros em velocidade excessiva e, após o atropelamento, prestou auxílio à vítima.
Nicolas, em depoimento, negou que estivesse em uma corrida e afirmou que, após o acidente, retornou ao local para chamar a polícia e os bombeiros. Ele alegou que sua velocidade no momento do acidente era de 50 km/h, conforme um aplicativo que registra dados do veículo. No entanto, o delegado responsável pelo caso, Leonardo Rocha Vieira, indicou que a velocidade dos veículos era incompatível com o limite da via, que é de 40 km/h.
Após a audiência de custódia, o jogador foi liberado, mas com algumas condições: ele deve comparecer mensalmente ao fórum, manter seu endereço atualizado e não sair da cidade por mais de oito dias sem notificação prévia. Além disso, sua carteira de habilitação foi suspensa. O clube São Paulo afirmou que está acompanhando a situação e que Nicolas não havia consumido bebidas alcoólicas antes do acidente.
A situação gerou grande repercussão nas redes sociais, levantando discussões sobre a responsabilidade dos atletas fora de campo e a segurança no trânsito. O caso segue sob investigação, e novas informações podem surgir nos próximos dias.




