Post: Arrecadação federal atinge recorde de R$ 239,4 bilhões em setembro, com alta de 5,62%

Arrecadação federal em setembro atinge R$ 239,4 bilhões, com alta de 5,62%, o maior valor desde 1995.
Arrecadação federal atinge recorde de R$ 239,4 bilhões em setembro, com alta de 5,62%

A arrecadação do governo federal registrou um aumento significativo de 5,62% em setembro, alcançando R$ 239,384 bilhões. Este resultado marca o maior valor já registrado para o mês desde o início da série histórica em 1995, conforme divulgado pela Receita Federal. No acumulado do ano, entre janeiro e setembro, a arrecadação totalizou R$ 2,351 trilhões, apresentando um crescimento de 6,97% em relação ao mesmo período do ano anterior, também estabelecendo um novo recorde.

As receitas administradas pela Receita Federal somaram R$ 231,426 bilhões em setembro, o que representa uma alta real de 5% em comparação ao mesmo mês de 2025. Além disso, as receitas provenientes de outros órgãos públicos alcançaram R$ 7,958 bilhões, com um impressionante aumento real de 26,3%.

Esse desempenho positivo foi impulsionado, em parte, por um ganho considerado não recorrente, que incluiu um incremento de R$ 2,943 bilhões em imposto de exportação de petróleo. Este imposto foi instituído temporariamente pelo governo como uma medida de enfrentamento aos efeitos da guerra no Oriente Médio. Caso esse ganho atípico não fosse contabilizado, as receitas administradas pela Receita Federal em setembro teriam apresentado uma alta real de 3,69%.

No que diz respeito aos setores que mais contribuíram para a arrecadação, a exploração de petróleo e gás natural se destacou, com uma receita de R$ 12,01 bilhões em tributos, um aumento expressivo em relação aos R$ 909 milhões registrados em setembro de 2025. A Receita Federal observou que essa alta no setor de petróleo é influenciada por uma alteração na classificação tributária das empresas.

Outros setores que também apresentaram crescimento significativo incluem serviços de escritório e apoio administrativo, com um aumento de 58,4%, comércio atacadista, que cresceu 8,3%, e fabricação de eletrônicos, que registrou um crescimento de 38,7%.

Entre os tributos, as receitas previdenciárias cresceram 6,18%, enquanto o Imposto de Importação e o IPI vinculado tiveram um aumento de 21,07%. O Imposto de Renda sobre rendimentos de capital também apresentou um crescimento de 9,68%. Esses dados refletem um cenário de recuperação econômica e a capacidade do governo em aumentar sua arrecadação em um contexto desafiador.

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