O Ministério Público do Estado de São Paulo decidiu arquivar o inquérito policial que investigava o presidente do Conselho Deliberativo do São Paulo, Olten Ayres, por suposto crime de falsidade ideológica. O arquivamento foi formalizado após a análise dos fatos e das provas reunidas durante a investigação, que teve início a partir de um pedido da Comissão de Ética do clube.
A Polícia Civil havia indiciado Ayres no dia 23 de julho, após um relatório da Comissão de Ética que sugeria a possibilidade de que ele tivesse cometido o crime. O documento em questão, que foi apresentado como oficial, foi considerado pela polícia como uma simulação, já que o órgão responsável nunca se reuniu para discutir a proposta de reforma estatutária do clube. Essa simulação teria sido utilizada para legitimar a reforma, caracterizando a falsidade ideológica.
A promotora de Justiça Daniela Domingues Hristov, da 4ª Promotoria de Justiça Criminal da Capital, assinou a manifestação pelo arquivamento, afirmando que não havia justa causa para a denúncia. “O próprio Ministério Público reconheceu que não houve comprovação da existência do crime e que o documento investigado não possuía conteúdo apto a produzir efeitos jurídicos que justificassem uma persecução penal”, declarou o advogado de Olten Ayres, Jair Jaloreto.
A defesa do dirigente agora aguarda a conclusão da tramitação do arquivamento, conforme as normas da legislação processual penal. O caso, que gerou grande repercussão entre os torcedores e a mídia esportiva, destaca a importância da transparência e da ética na gestão dos clubes de futebol, especialmente em um momento em que a confiança nas instituições é frequentemente questionada. O arquivamento do inquérito representa um alívio para Olten Ayres e para a diretoria do São Paulo, que agora pode se concentrar em questões administrativas e esportivas sem o peso de uma investigação em andamento. A situação também levanta discussões sobre a necessidade de um controle interno mais rigoroso nas decisões que envolvem a governança dos clubes, para evitar que casos semelhantes voltem a ocorrer no futuro.




