Post: Alckmin garante a empresários que Lula promoverá superávit e critica privilégios no Judiciário

Alckmin promete superávit nas contas públicas e defende fim de privilégios no Judiciário durante jantar com empresários.
Alckmin garante a empresários que Lula promoverá superávit e critica privilégios no Judiciário

O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) se reuniu com empresários na noite de quarta-feira (9) em Brasília, onde prometeu que, se reeleito, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) alcançará superávit nas contas públicas. Durante o jantar, Alckmin também defendeu a necessidade de cortar privilégios de integrantes do Judiciário e do Legislativo, argumentando que essa medida é essencial para combater o desperdício de recursos públicos.

A conversa teve como objetivo reatar a relação entre o governo e setores do empresariado, uma estratégia que busca reproduzir o pacto estabelecido em 2022, quando Lula recebeu apoio de diversos empresários e economistas para derrotar o então presidente Jair Bolsonaro (PL). Hoje, o principal adversário de Lula é o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente.

Alckmin destacou que a insatisfação da população com os altos salários e benefícios dos servidores públicos é crescente, e enfatizou que Lula é a figura que pode enfrentar essa questão. Em resposta a críticas sobre a taxa de juros, o vice-presidente lembrou que, durante o governo Bolsonaro, houve um gasto excessivo de 10% do PIB sem o pagamento da dívida pública.

Em defesa do governo atual, Alckmin ressaltou que o déficit primário foi zerado e prometeu um superávit de pelo menos 0,5% para o próximo ano, defendendo a necessidade de avançar no ajuste fiscal para a redução das taxas de juros.

O encontro foi organizado pelo coordenador do grupo Direitos Já!, Fernando Guimarães, que explicou que a iniciativa visa reativar o pacto que elegeu Lula em 2022, envolvendo apoiadores históricos do PSDB. A intenção é atrair eleitores que estão fora da polarização entre o PT e o bolsonarismo, enfatizando a importância do eleitor de centro na definição das próximas eleições.

Além disso, o ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães (PT), também participou do encontro e criticou indiretamente o ministro do STF, André Mendonça, afirmando que um magistrado não pode se sobrepor às decisões do Executivo e do Legislativo. Essa declaração reflete a tensão existente entre os poderes e a necessidade de uma relação mais harmônica para o bom funcionamento da democracia.

Últimas Notícias