O novo presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, tomou posse em uma cerimônia marcada por simbolismos e uma forte presença militar. Na última sexta-feira (7), o ultradireitista fez seu primeiro discurso no Batalhão Pichincha, em Cali, onde anunciou um “combate definitivo” contra grupos armados, prometendo “todas as garantias jurídicas” para as forças de segurança. “Ordeno às forças militares e policiais o combate definitivo a todas as estruturas criminosas e seus membros”, declarou Espriella, que se comprometeu a proteger os agentes de segurança em suas ações. A cerimônia foi diferente das anteriores, que costumavam ocorrer no Congresso em Bogotá; desta vez, o evento foi realizado em um auditório da Universidade Santiago de Cali, uma escolha que reflete o clima de tensão entre o novo governo e o ex-presidente Gustavo Petro. O novo líder, que havia planejado iniciar seu mandato em uma instalação militar, teve que mudar seus planos devido a restrições impostas por Petro. Em seu discurso, Espriella enfatizou a necessidade de “fechar um grande capítulo de resignação” e iniciar um “tempo de recuperação da ordem, da autoridade e da liberdade”. Ele prometeu combater o narcoterrorismo sem trégua e mencionou uma lista de “grupos narcoterroristas” que pretende enfrentar. Além das promessas de segurança, Espriella reafirmou sua intenção de encerrar qualquer negociação com grupos armados, construir megaprisões e retomar a fumigação aérea de plantações de coca. “A segurança não se constrói com concessões ao crime, mas com autoridade e constância”, disse ele, criticando o governo anterior. No campo das relações exteriores, o presidente declarou que a Colômbia deixará de ser um “pária” que se acomoda com o crime transnacional, assumindo um papel de liderança na luta contra o crime global. A posse de Espriella representa uma nova fase na política colombiana, com um foco renovado na segurança e na ordem pública, temas centrais de sua campanha. Esta mudança de governo promete trazer um impacto significativo na abordagem do país em relação ao narcotráfico e à segurança interna, refletindo a crescente tensão entre as forças armadas e os grupos criminosos que operam no território colombiano.




