Na última audiência pública da Comissão de Direitos Humanos, Minorias e Igualdade Racial da Câmara dos Deputados, o Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento foi amplamente discutido, com foco na situação dos adolescentes que estão prestes a deixar os abrigos. O encontro trouxe à tona uma preocupação compartilhada entre os participantes: a urgência de um plano de transição que prepare esses jovens para a vida adulta.
adolescentes: cenário e impactos
Jackson dos Santos, um ex-acolhido que vivenciou essa realidade, expressou sua frustração com a falta de políticas públicas voltadas para esses jovens. “Infelizmente, não existem políticas públicas para esse jovem, que acaba indo morar sozinho”, relatou. Atualmente, a legislação exige que os adolescentes deixem os abrigos ao completarem 18 anos, marcando a maioridade civil.
A deputada Erika Kokay (PT-DF), que idealizou a audiência, enfatizou a necessidade de iniciativas concretas que facilitem a inclusão dos futuros ex-abrigados. “Perto de chegar aos 18 anos, é fundamental que se faça uma preparação para que esses jovens possam ser incorporados à sociedade”, afirmou. Ela destacou a importância de políticas de emprego e renda, além de priorização no mercado de trabalho e exercício pleno da cidadania.
A discussão sobre a transição dos adolescentes em abrigos é essencial para garantir que eles tenham um suporte adequado ao ingressar na vida adulta, evitando que se tornem vulneráveis em um momento crítico de suas vidas. A audiência pública serviu como um passo importante para mobilizar esforços em busca de soluções que atendam a essa demanda urgente.


