Post: Assembleia Legislativa DE Mato Grosso aprova projeto que proíbe protesto imediato DE contas DE luz em atraso

Assembleia de Mato Grosso aprova projeto que proíbe protesto imediato de contas de luz em atraso, protegendo consumidores vulneráveis.
Assembleia Legislativa DE Mato Grosso aprova projeto que proíbe protesto imediato DE contas DE luz em atraso

A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou, em segunda votação, o Projeto de Lei nº 67/2025, de autoria do deputado Diego Guimarães (Republicanos). A proposta visa proteger os consumidores ao proibir que as concessionárias de energia elétrica enviem faturas atrasadas para protesto em cartório antes de completados 90 dias de inadimplência.

assembleia: cenário e impactos

O avanço da proposta foi resultado de uma articulação significativa liderada pelo deputado, que conseguiu derrubar pareceres contrários que estavam tramitando nas comissões da Casa. Em comemoração à vitória, Guimarães destacou a importância da medida, que busca corrigir uma disparidade que afeta severamente a população mais vulnerável.

Impacto nas finanças dos consumidores

O deputado ressaltou que a prática atual de protestar contas de energia elétrica imediatamente é abusiva, pois penaliza o trabalhador que enfrenta dificuldades financeiras temporárias. “Essa prática não apenas negativava o nome do consumidor, mas também aumentava o valor da dívida em até 50% devido às taxas de cartório. Nosso projeto garante dignidade e um prazo justo para que o consumidor se regularize, sem os custos adicionais que agravam o endividamento”, afirmou Guimarães.

Contexto e tendências no Brasil

A iniciativa de Diego Guimarães se insere em um contexto mais amplo, onde o debate sobre os direitos do consumidor tem avançado em diversas partes do Brasil. Por exemplo, o estado do Tocantins recentemente promulgou a Lei nº 5.031, que também proíbe o protesto em cartório de contas de energia elétrica e água com atraso inferior a 90 dias. Embora a legislação federal ainda não tenha estabelecido esse prazo, o Congresso Nacional já discute propostas semelhantes.

Enquanto a padronização nacional não é alcançada, as distribuidoras têm a liberdade de cortar a energia com apenas 15 dias de aviso prévio e negativar o cliente em órgãos de proteção ao crédito logo após o vencimento. Em Cuiabá e região, o Procon-MT já vem notificando as concessionárias para que aguardem um prazo razoável de pelo menos 30 dias antes de enviar os títulos a protesto. O projeto de Guimarães, portanto, busca pacificar essa questão ao transformar o teto de 90 dias em uma lei obrigatória no estado.

Regras de conformidade e fiscalização

A proposta estabelece regras rigorosas para garantir sua conformidade. Caso a distribuidora de energia desrespeite o prazo e realize o protesto antecipado, sofrerá sanções administrativas severas. A legislação prevê uma multa de 10 UPF (Unidade Padrão Fiscal de Mato Grosso) por cada consumidor afetado, além das penalidades já previstas no Código de Defesa do Consumidor (CDC).

A fiscalização do cumprimento da nova legislação ficará a cargo dos órgãos estaduais de proteção ao consumidor, com o Procon-MT liderando essa responsabilidade.

Próximos passos para a implementação da lei

Com a votação realizada no último dia 20, o projeto agora segue para a sanção do governador Otaviano Pivetta (Republicanos). Após a sanção, a lei poderá entrar em vigor em todo o território mato-grossense, trazendo alívio para muitos consumidores que enfrentam dificuldades financeiras.

Essa medida representa um avanço significativo na proteção dos direitos dos consumidores em Mato Grosso, refletindo uma preocupação crescente com a justiça social e a dignidade dos cidadãos.

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