A Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção para Peixes e Invertebrados Aquáticos foi atualizada na última terça-feira (28). A revisão, que teve início em 2024, resultou na inclusão de 100 novas espécies e na exclusão de um número igual, mantendo um total de 490 espécies classificadas. Essa atualização é crucial para o monitoramento da biodiversidade aquática no Brasil, que abriga uma das maiores diversidades de vida marinha do mundo.
extinção: cenário e impactos
Entre as espécies analisadas estão peixes, arraias, tubarões e estrelas-do-mar, todas avaliadas quanto ao risco de extinção. As categorias de classificação incluem Vulnerável (VU), Em Perigo (EN) e Criticamente em Perigo (CR). Essa categorização é fundamental para direcionar esforços de conservação e manejo das populações ameaçadas.
Importância da atualização
Segundo o ministro de Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, a atualização da lista é fruto de uma análise técnica robusta, resultado de um esforço conjunto entre governos, academia, sociedade civil e setor econômico. Ele destaca que o objetivo é mobilizar ações para recuperar as populações das espécies que enfrentam pressão devido a diversos fatores, como a pesca excessiva e a degradação dos habitats.
“O objetivo, a partir desta iniciativa, é mobilizar ações para que as espécies atualmente pressionadas por diversos fatores tenham suas populações recuperadas”, reforça Capobianco.
Critérios de avaliação
A nova lista substitui a versão anterior de 2014 e foi revisada com base nos critérios da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN). Esses critérios avaliam o tamanho das populações, a distribuição geográfica, as condições de conservação dos habitats e as pressões como captura e poluição. A atualização é uma ferramenta essencial para a gestão da biodiversidade, permitindo que as autoridades e a sociedade civil tomem decisões informadas sobre a conservação das espécies.
Medidas de proteção
Além da lista, o Ministério do Meio Ambiente também publicou regras e restrições para a proteção das espécies classificadas e para a recuperação de suas populações. Essas medidas incluem a proibição da captura, transporte, comercialização e armazenamento das espécies ameaçadas, além de diretrizes para a elaboração de planos de recuperação.
Foco no pargo
Um dos casos destacados é o do pargo (Lutjanus purpureus), que foi reclassificado de Vulnerável para Em Perigo. Com essa nova categorização, as medidas de proteção e manejo da espécie serão intensificadas, visando reduzir as pressões causadas pela sobrepesca e pela captura intensiva de indivíduos jovens. O ministro Capobianco enfatiza que esse esforço será realizado em parceria com o Ministério da Pesca e Aquicultura, com o objetivo de recompor as populações e garantir a continuidade da atividade econômica.
“Quando falamos em sustentabilidade na pesca, falamos em garantir equilíbrio: proteger a espécie, respeitar a ciência e assegurar que a atividade pesqueira continue gerando alimento, renda e desenvolvimento para o Brasil”, afirma Edipo Araujo, ministro da Pesca e Aquicultura.
Essa atualização da lista de espécies ameaçadas é um passo importante para a conservação da biodiversidade aquática no Brasil e reflete a necessidade de ações efetivas para proteger a fauna local. A mobilização em torno da proteção das espécies é fundamental para garantir um futuro sustentável para os ecossistemas aquáticos e para as comunidades que dependem deles.
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