Diego Souza, ex-jogador e atual técnico do Joinville, foi suspenso por 360 dias após ser acusado de utilizar um documento falsificado para obter sua licença de treinador. A decisão foi tomada pela 1ª Comissão Disciplinar do Tribunal de Justiça Desportiva de Santa Catarina (TJD-SC) e inclui uma multa de R$ 20 mil. O julgamento ocorreu na terça-feira (3) e foi unânime.
O caso de Diego Souza é parte de uma investigação mais ampla sobre a comercialização de licenças falsas de treinadores, envolvendo o ex-jogador argentino Alejandro Mancuso. Durante o julgamento, Diego se emocionou e afirmou ter sido vítima de um golpe, alegando que acreditava na autenticidade da documentação que adquiriu através de Mancuso.
O Joinville, clube onde ele atua, informou que Diego continuará no dia a dia da equipe, enquanto o auxiliar Raphael Bahia assumirá a função de treinador durante o processo. A defesa de Diego pode recorrer da decisão ao Pleno do TJD-SC, e o caso poderá ainda ser levado ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD).
A denúncia do TJD-SC aponta que a Associação de Técnicos do Futebol Argentino (ATFA) notificou a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) de que Diego não possui registro acadêmico referente ao curso indicado em seu diploma, supostamente emitido em dezembro de 2023. Além disso, a ATFA identificou inconsistências na data do documento e na assinatura do secretário-geral. A Conmebol também confirmou que não encontrou registro de licença em nome do treinador.
A Procuradoria do TJD-SC argumenta que esses elementos indicam a possibilidade de falsidade documental, ressaltando que Diego apresentou a documentação ao Joinville, que a utilizou para solicitar seu registro profissional. A CBF já cancelou o registro profissional de Diego Souza e, anteriormente, o TJD-SC havia determinado sua suspensão preventiva por 30 dias, impedindo sua presença nos estádios durante esse período. Agora, a suspensão foi ampliada para um ano.



