Post: Oposição em Israel se une contra Netanyahu, mas discute apoio de partidos árabes

Partidos da oposição em Israel se reúnem para apoiar Gadi Eisenkot como primeiro-ministro, mas não chegam a consenso sobre apoio árabe.
Oposição em Israel se une contra Netanyahu, mas discute apoio de partidos árabes

Os partidos da oposição judaica em Israel se preparam para uma reunião crucial nesta terça-feira (3), onde pretendem formalizar o nome de Gadi Eisenkot, líder do grupo opositor a Binyamin Netanyahu, para o cargo de primeiro-ministro. Avigdor Liberman, último chefe partidário desse bloco, declarou na segunda-feira (2) que dará seu apoio a Eisenkot, mas manteve uma posição firme contra a inclusão de partidos árabes na coalizão governamental.

Liberman, que lidera o partido Yisrael Beiteinu, ressaltou que não aceitará formar um governo que dependa do apoio dos partidos árabes, que representam a minoria palestina com cidadania israelense. Nas eleições do dia 27, esses partidos alcançaram um resultado histórico, conquistando 19 cadeiras no Knesset, o que os torna essenciais para qualquer tentativa de formar uma maioria anti-Netanyahu.

Após uma reunião com Eisenkot, Liberman comentou com a imprensa que seu partido irá recomendar o nome de Eisenkot ao presidente de Israel, Isaac Herzog, que é responsável por coordenar as negociações de coalizão. Contudo, ele reiterou que não cooperará com os partidos árabes, alegando que eles são apoiados pela Autoridade Palestina, que governa parcialmente a Cisjordânia ocupada. “Não podemos permitir essa ligação no governo”, afirmou Liberman, enfatizando que um governo minoritário, que não possua a maioria, não seria viável.

O prazo para a formação de um novo governo começa na quarta-feira (4), quando Herzog se reunirá com todos os partidos para conversas iniciais. O novo Knesset tomará posse no dia 10, e o presidente precisa conceder a algum partido a chance de formar um governo até o dia 11. Caso nenhum bloco chegue a um acordo até meados de fevereiro do próximo ano, novas eleições serão convocadas, uma possibilidade que todos desejam evitar a qualquer custo, segundo o presidente.

O Knesset possui 120 cadeiras, e para que um primeiro-ministro seja eleito e consiga governar, é necessária uma maioria de 61 votos. Atualmente, os partidos pró-Netanyahu detêm 53 assentos, enquanto a oposição judaica conquistou apenas 48, um desempenho abaixo do esperado pelas pesquisas eleitorais. A grande surpresa dessa eleição foi o resultado expressivo dos partidos árabes, que superaram as expectativas e se tornaram um fator decisivo no cenário político atual.

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