A Binance, uma das maiores corretoras de criptomoedas do mundo, anunciou que conseguiu recuperar 90% dos ativos que foram roubados em um ataque hacker que resultou em um prejuízo de US$ 6,3 bilhões. Os 10% restantes correspondem a tokens menos líquidos, que demandam mais tempo para serem repostos. A empresa informou que a recuperação foi feita com recursos próprios, com o co-CEO Richard Teng destacando que mais de US$ 6,34 bilhões foram alocados para cobrir os ativos perdidos. Desses, US$ 5 bilhões já estão em ativos específicos, como USDC, USDT, bitcoin, ethereum e BNB.
O ataque, considerado um dos maiores da história do setor, foi atribuído a hackers ligados à Coreia do Norte. A Binance havia congelado inicialmente US$ 2,54 bilhões após detectar a invasão, número que posteriormente aumentou para US$ 3 bilhões. Os saques na plataforma permanecem suspensos enquanto a empresa trabalha para restaurar o sistema, com previsão de conclusão em cerca de 34 horas.
A investigação inicial revelou que o ataque ocorreu após a invasão ao laptop de um engenheiro de DevOps, o que permitiu ao invasor acessar um contêiner de serviço e realizar transações de saque não autorizadas. A equipe de segurança da Binance está rastreando o percurso do ataque e afirmou não ter encontrado evidências de vazamento de chaves privadas de carteiras, o que poderia agravar ainda mais a situação. A empresa também mencionou que outras portas de entrada foram identificadas durante a investigação.
A repercussão do ataque foi imediata, com os preços das criptomoedas caindo após a divulgação da notícia. Em resposta, emissores de stablecoins, como Tether e Circle, rapidamente congelaram cerca de metade dos ativos roubados. A Binance continua a trabalhar na recuperação total dos fundos e na segurança de sua plataforma, reafirmando seu compromisso com a proteção dos usuários e a integridade do mercado de criptomoedas.




