A recente decisão do governador Otaviano Pivetta (Republicanos) de proibir a queima de maquinários apreendidos em operações ambientais marca um importante avanço na legislação ambiental de Mato Grosso. Esta mudança, que se alinha à proposta defendida pelo deputado Dilmar Dal Bosco (União Progressista), visa transformar a destruição automática desses bens em uma prática excepcional, promovendo a destinação pública dos equipamentos.
O contexto da decisão
A queima de maquinários apreendidos sempre foi uma prática controversa, levantando questões sobre sua eficácia e impacto ambiental. O PL 1358/2023, de autoria de Dal Bosco, foi um marco na Assembleia Legislativa, buscando estabelecer diretrizes mais rigorosas para a destruição de bens apreendidos. A proposta foi aprovada pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) em 2025, vedando a destruição sumária sem o devido processo legal.
Nova abordagem do governo
Com a assinatura do memorando entre o Governo de Mato Grosso, o Ministério Público e a Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), a nova diretriz estabelece que a destruição de maquinários só deve ocorrer após a exaustão de alternativas de remoção e guarda. Essa mudança reflete uma abordagem mais equilibrada, que busca preservar o patrimônio público e ao mesmo tempo combater o crime ambiental.
Repercussão e apoio à proposta
O deputado Dilmar Dal Bosco expressou sua satisfação com a nova política, ressaltando que a destinação pública dos maquinários apreendidos pode beneficiar os municípios e a sociedade como um todo. “Máquinas apreendidas não precisam ser destruídas; elas podem ser utilizadas para melhorar estradas e apoiar pequenos produtores”, afirmou. Essa visão é bem recebida por muitos, que veem na proposta uma forma de otimizar recursos e evitar desperdícios.
Desafios e perspectivas futuras
Embora a nova diretriz tenha sido um passo positivo, ainda existem desafios a serem enfrentados. A implementação eficaz das novas regras dependerá de um acompanhamento rigoroso e de um compromisso contínuo por parte das autoridades. O debate sobre a eficácia das operações ambientais e a necessidade de um sistema mais justo e transparente continua em pauta.
A discussão em torno da queima de maquinários apreendidos não é apenas uma questão de política ambiental, mas reflete um desejo maior de racionalização e eficiência na gestão pública. A proposta de Dal Bosco, agora mais alinhada com a prática do governo, pode representar um modelo a ser seguido em outras áreas da administração pública.
Os cidadãos de Mato Grosso são convidados a acompanhar de perto os desdobramentos dessa nova política, que promete não apenas proteger o meio ambiente, mas também garantir que os recursos públicos sejam utilizados de forma mais eficaz e responsável.
Fonte: al.mt.gov.br








