Post: Netanyahu decreta fechamento total da Cisjordânia após ataque armado

Netanyahu decreta fechamento total da Cisjordânia após ataque a tiros que deixou cinco feridos, a poucos dias das eleições legislativas.
Netanyahu decreta fechamento total da Cisjordânia após ataque armado

O primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, determinou nesta sexta-feira (23) um “fechamento total” da Cisjordânia em resposta a um ataque a tiros que deixou cinco pessoas feridas. O incidente ocorre a poucos dias das eleições legislativas, marcadas para 27 de outubro, que podem definir o futuro político de Netanyahu. Na manhã desta sexta, dois homens armados, um com um fuzil e outro com uma pistola, abriram fogo contra um grupo de soldados em Hebron, no sul da Cisjordânia. Ambos foram mortos em um intenso tiroteio que se seguiu ao ataque. As autoridades israelenses informaram que todos os feridos são israelenses, com idades em torno de 20 anos, embora não tenham especificado se são militares. Segundo o Magen David Adom, equivalente israelense da Cruz Vermelha, dois dos feridos estão em estado grave. O ataque ocorreu em um posto de controle do Exército, em um cruzamento ao norte de Hebron, que é uma cidade dividida entre áreas controladas pelas autoridades palestinas e setores onde vivem colonos israelenses, sob vigilância do Exército israelense. Em resposta ao ataque, Netanyahu ordenou o “fechamento imediato” de Hebron e solicitou ao Exército que se preparasse para um “fechamento total” da Cisjordânia ainda nesta sexta-feira. O primeiro-ministro afirmou que um “ataque de grandes proporções” foi evitado. O Exército israelense, por sua vez, anunciou que iniciou operações antiterroristas nas residências dos suspeitos e em outras áreas do território palestino. O atentado impactou a campanha eleitoral de Netanyahu, levando-o a solicitar ao seu partido, o Likud, que cancelasse todos os eventos programados para o dia. As tensões na Cisjordânia têm aumentado, em parte devido a ataques de colonos israelenses extremistas contra palestinos que trabalham na colheita de azeitonas. O ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben Gvir, que é conhecido por suas posições ultradireitistas, aproveitou a situação para exigir o desmantelamento da Autoridade Palestina. “Não devemos esperar que ocorra um 7 de outubro na Cisjordânia. É ali que a próxima guerra eclodirá. A Autoridade Palestina deve ser desmantelada e desmilitarizada”, declarou Ben Gvir, que esteve presente no local do ataque. Até o momento, nenhum grupo assumiu a responsabilidade pelo ataque. O Hamas, por sua vez, descreveu o incidente como uma “operação heroica”, mas não reivindicou a autoria. O fechamento total da Cisjordânia representa uma escalada nas tensões já existentes na região, que se intensificaram nos últimos meses. Com as eleições se aproximando, a situação se torna ainda mais crítica, refletindo a complexidade do conflito e as dificuldades enfrentadas por Israel e Palestina em busca de uma solução pacífica.

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