O dólar abriu próximo da estabilidade nesta quarta-feira (21), com investidores atentos à nova pesquisa Quaest sobre o segundo turno das eleições presidenciais, agendado para domingo (25). A divulgação da pesquisa está prevista para ocorrer por volta das 10h. Às 9h47, a moeda recuava 0,05%, cotada a R$ 5,015.
Na última pesquisa Quaest, divulgada em 14 de outubro, o senador Flávio Bolsonaro (PL) tinha 46% das intenções de voto, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registrava 44%. Ambos estavam em empate técnico, dentro da margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%. Votos em branco ou nulo somavam 9%, e 1% dos entrevistados estavam indecisos.
Na véspera (20), a moeda norte-americana registrou uma queda de 0,57%, encerrando o dia a R$ 5,017, enquanto a Bolsa avançou 1,56%, alcançando 208.295 pontos. O pregão foi marcado por um apetite por risco, sustentado pelo otimismo eleitoral, em um dia sem a divulgação de indicadores econômicos. A expectativa de alternância de poder na disputa entre Flávio Bolsonaro e Lula voltou a favorecer os ativos brasileiros, com apostas em mudanças na condução da política econômica, especialmente na área fiscal.
No cenário internacional, as oscilações do petróleo também influenciaram os negócios, em meio a incertezas sobre as negociações entre Estados Unidos e Irã. No contexto doméstico, a disputa pela Presidência continuou a ser um foco de atenção para os investidores, com o segundo turno se aproximando. Uma nova pesquisa do Datafolha deve ser divulgada amanhã (22).
Os levantamentos recentes têm mostrado uma redução da diferença entre Flávio Bolsonaro e Lula. Na véspera, a pesquisa BTG Pactual/Nexus indicou que o senador contava com 50,3% dos votos válidos, enquanto o presidente registrava 49,7%, também em empate técnico.
Rodrigo Moliterno, head de renda variável e sócio da Veedha Investimentos, comentou que “o mercado continua demonstrando otimismo com a possibilidade de alternância de governo e a expectativa de um maior compromisso com o ajuste fiscal”. Por outro lado, Rebecca Nossig, estrategista de ações da Nomad, destacou a volatilidade do mercado. “Na ausência de indicadores econômicos, o trade eleitoral permanece como o principal catalisador do Ibovespa. É importante lembrar que, entre o primeiro e o segundo turno das eleições, o Ibovespa historicamente apresenta um aumento significativo da volatilidade”.
A candidatura de Flávio é associada à expectativa de um ajuste fiscal mais rigoroso, um dos fatores que têm contribuído para a valorização recente da Bolsa e do real. A expectativa de um maior controle da dívida pública tende a reduzir o prêmio de risco exigido pelos investidores para financiar o governo, aliviando a curva de juros futuros. Taxas menores, por sua vez, podem reduzir o custo do financiamento e estimular a economia.



