A advogada e influenciadora Gabriela Prioli se tornou o centro de uma polêmica após a publicação de uma reportagem pelo jornal O Estado de S. Paulo, que afirma que ela atuou como porta-voz informal do Banco Master. Segundo a matéria, Prioli teria gravado vídeos em defesa da instituição sob um contrato de um ano, com roteiros aprovados pelo dono do banco, Daniel Vorcaro. A influenciadora, no entanto, nega as acusações e afirma que seu trabalho é 100% documentado por notas fiscais.
A reportagem, publicada na última sexta-feira (16), revela que Prioli teria um contrato assinado por 12 meses e que, durante esse período, enviava os vídeos para a equipe do banco antes da publicação. Mensagens extraídas do celular de Vorcaro, que foram analisadas pelo jornal, indicam que a influenciadora incorporava alterações sugeridas por ele e que o banqueiro se mostrava satisfeito com o trabalho, classificando a contratação como uma estratégia eficaz.
Em resposta à reportagem, Prioli enviou uma nota ao O Estado de S. Paulo, afirmando que nunca houve qualquer tipo de orientação ou aprovação de conteúdo por parte de Vorcaro. Ela também destacou que nunca teve um vínculo comercial com o banqueiro e que todas as suas receitas estão documentadas. “Afirmar isso, sem qualquer comprovação, é irresponsável e extremamente grave”, declarou.
A matéria também menciona que Ana Matos, ex-responsável pela comunicação do Banco Master, teria sugerido a Prioli que abordasse temas como os CDBs da instituição, destacando a segurança dos produtos oferecidos. Em um dos vídeos, Prioli afirmou que os CDBs eram garantidos pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC).
Além disso, a reportagem relata que Vorcaro teria orientado a influenciadora a evitar referências ao Partido dos Trabalhadores (PT) em seus conteúdos, sugerindo que isso poderia politizar a mensagem. Ana Matos, em mensagens enviadas a Vorcaro, indicou que a ideia de que Vorcaro sofria preconceito de grandes banqueiros foi incorporada nos roteiros.
Prioli, por sua vez, reafirma que não há provas concretas das alegações feitas na reportagem e que todas as suas interações financeiras estão devidamente documentadas, sem qualquer relação com o Banco Master. Ela enfatizou que está tomando as medidas cabíveis para se defender das acusações.
A situação levanta questões sobre a ética nas relações entre influenciadores e instituições financeiras, especialmente em um cenário onde a transparência e a responsabilidade são cada vez mais exigidas pelo público. A defesa de Prioli e as alegações da reportagem continuam a repercutir nas redes sociais e na mídia, refletindo um debate mais amplo sobre a influência digital e suas implicações comerciais.




