O fundador do Partido Popular das Baratas (CJP), Abhijeet Dipke, foi libertado neste sábado (17) após ser detido um dia antes em Nova Déli. Sua prisão ocorreu enquanto ele tentava organizar uma manifestação em apoio a líderes do movimento que foram presos na quarta-feira (14). O protesto visava exigir a renúncia de Gyanesh Kumar, chefe da Comissão Eleitoral da Índia, acusado de favorecer o partido do primeiro-ministro Narendra Modi, o Bharatiya Janata Party (BJP).
Dipke já havia se destacado anteriormente por liderar protestos que resultaram na renúncia do ministro da Educação, Dharmenda Pradhan, em julho deste ano. A atual mobilização do CJP, que representa a geração Z na Índia, se intensificou com a exclusão de mais de 130 milhões de eleitores durante a revisão dos cadastros eleitorais, o que gerou críticas de que minorias, especialmente muçulmanos, foram desproporcionalmente afetadas.
A Comissão Eleitoral, por sua vez, defende que a revisão foi necessária para eliminar registros fraudulentos e duplicados. A libertação de Dipke ocorreu após ele concordar com certas condições, embora os detalhes não tenham sido divulgados. Grupos estudantis já convocaram novos atos para este sábado, mantendo a pressão sobre as autoridades.
A ativista Neha Bora, que também foi detida na sexta-feira enquanto tentava se juntar ao protesto, exemplifica a crescente mobilização entre os jovens indianos que buscam mudanças no sistema político atual. O cenário político na Índia continua tenso, com a oposição acusando o governo de minar a democracia e o BJP respondendo às críticas com alegações de fraude eleitoral por parte de imigrantes muçulmanos.



