Post: Lufthansa conquista privatização e se torna maior acionista da TAP

Lufthansa conquista a privatização da TAP e se torna maior acionista, com 44,9% das ações da companhia portuguesa.
Lufthansa conquista privatização e se torna maior acionista da TAP

A Lufthansa, companhia aérea alemã, triunfou na disputa pela privatização da TAP, a companhia aérea portuguesa, garantindo 44,9% das ações da empresa. O anúncio foi feito pelo governo de Portugal na última quarta-feira (14), encerrando um processo que envolveu concorrência acirrada, especialmente com a Air France-KLM, que também estava na corrida. A IAG, dona da Iberia e British Airways, optou por não apresentar uma proposta após participar da fase inicial do processo de reprivatização.

O governo português, que iniciou a privatização da TAP em julho do ano passado, impôs condições ao novo investidor, incluindo a manutenção do hub de Lisboa e um plano de crescimento ambicioso, que visa reforçar a conectividade aérea, especialmente com regiões autónomas, a diáspora e países de língua portuguesa. Além disso, foi exigida a expansão da operação aeroportuária nacional, com foco no Porto, e a valorização dos centros de manutenção e engenharia.

Um dos principais benefícios para a Lufthansa com essa aquisição é o fortalecimento de sua presença no Brasil, onde a TAP é líder nas ligações aéreas entre a Europa e o país sul-americano. A companhia alemã vê essa oportunidade como um passo estratégico para ampliar sua atuação na América Latina.

Agora, a transação precisa passar pela aprovação dos órgãos reguladores, especialmente pela direção-geral de concorrência da União Europeia. O processo de análise pode ser demorado, pois os impactos na concorrência e nos passageiros serão avaliados, considerando a forte presença da TAP no aeroporto de Lisboa. A Comissão Europeia pode aprovar a transação, mas pode impor contrapartidas, como a cessão de slots em Lisboa.

O ministro das Finanças de Portugal, Miranda Sarmento, declarou que o impacto da receita obtida com a privatização da TAP na dívida pública será sentido apenas em 2028, e a aprovação do negócio deve levar entre 18 a 24 meses. A Moody’s já havia classificado a entrada da Lufthansa no capital da TAP como um processo complexo que poderia se estender por vários anos.

Além disso, a venda da TAP inclui 5% das ações reservadas para os trabalhadores. Se não forem vendidas, essas ações serão adquiridas pelo grupo vencedor, que poderá assim aumentar sua participação para além dos 44,9%. Diferentemente de privatizações anteriores, essa oferta não terá um desconto de 5% para os trabalhadores, conforme estabelecido no caderno de encargos.

O novo investidor também terá que considerar a construção do novo aeroporto de Lisboa, que está em planejamento, o que pode potencializar ainda mais a operação aérea da TAP. Essa movimentação representa um novo capítulo na história da aviação portuguesa, com a expectativa de que a Lufthansa traga novas oportunidades e crescimento para a TAP e para o setor aéreo em Portugal.

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