Os candidatos à Presidência da República, Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva, que disputam o segundo turno das eleições, dedicam parte significativa de seus planos de governo à segurança pública. Ambos apresentam propostas distintas, abordando temas como o combate ao crime organizado, a violência contra a mulher, a segurança nas fronteiras e o fortalecimento do sistema prisional.
Flávio Bolsonaro defende a classificação de facções como o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital como organizações narcoterroristas, uma medida que também é apoiada pelo presidente dos Estados Unidos. Em contrapartida, Lula propõe um enfrentamento ao crime organizado por meio da asfixia financeira, respeitando os limites da Constituição e assegurando a soberania nacional.
Entre as principais propostas, Flávio sugere a prisão de lideranças criminosas e a desarticulação de redes de lavagem de dinheiro. Ele também defende ações mais agressivas, como o abate de bandidos armados com fuzis. Lula, por sua vez, enfatiza a necessidade de retomar territórios controlados por grupos armados, priorizando investimentos em urbanização e serviços essenciais nas favelas e periferias.
Ambos os candidatos reconhecem a importância da integração entre estados e municípios na luta contra a criminalidade. Lula propõe a valorização dos profissionais de segurança pública e a construção de um Sistema Nacional de Segurança Pública mais articulado, enquanto Flávio planeja a criação de um sistema nacional de reconhecimento facial, o “Muralha Brasileira”, que integrará dados criminais e prevê a instalação de mais de um milhão de câmeras em áreas públicas.
Na questão das fronteiras, Flávio sugere a criação de uma força de elite composta por militares para interceptar armas e drogas, enquanto Lula propõe fortalecer as ações de segurança na Amazônia, mantendo as Forças Armadas nas fronteiras com patrulhamento aéreo e fluvial.
Por fim, ambos os candidatos apresentam visões distintas sobre a política penal. Flávio foca em medidas mais rigorosas, enquanto Lula busca um equilíbrio entre segurança e direitos humanos, propondo a revisão das atribuições de cada ente federativo e a criação do Ministério da Segurança Pública.



