Nove partidas da 29ª rodada do Campeonato Brasileiro, realizadas nos dias 7 e 8 de outubro, se tornaram palco de um protesto contra a Medida Provisória (MP) assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que proíbe a exploração e a intermediação de apostas de quota fixa no Brasil. Placas ao redor dos gramados exibirão mensagens de resistência, destacando o lema “Proibir não é proteger”. A ação é liderada pelo Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR), que busca chamar a atenção para os impactos da nova legislação no futebol nacional, especialmente considerando que muitos clubes mantinham contratos de patrocínio com casas de apostas. Com a proibição em vigor desde o dia 6 de outubro, as plataformas de apostas foram obrigadas a interromper suas operações no país. Além do lema principal, outras frases de protesto serão exibidas durante os jogos, como “Não se muda a regra no meio do jogo”, “proibir quem segue as regras favorece quem?” e “quem lucra com as bets ilegais?”. O manifesto também inclui um site que visa esclarecer as proteções que um mercado regulado pode oferecer aos apostadores, ressaltando que a proibição não elimina a demanda, mas a desloca para plataformas ilegais, que não garantem a segurança dos usuários. Carlos Lima, presidente do IBJR, enfatizou que a proibição não elimina a procura por apostas, mas a empurra para o mercado ilegal, que carece das garantias e mecanismos de proteção oferecidos por um sistema regulado. O manifesto, assinado pela Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL), defende que a proibição não acaba com as apostas no país, mas sim com a proteção dos apostadores. Os clubes, em busca de alternativas para contornar a situação, estão substituindo temporariamente as marcas de apostas em seus uniformes. Por exemplo, times como São Paulo e Fluminense, que têm a Superbet como patrocinadora principal, exibirão o nome da Superscore, uma plataforma estatística da mesma casa de apostas. O movimento, que se intensifica com a realização dos jogos, reflete uma preocupação crescente entre os clubes e torcedores sobre os efeitos da nova legislação e a necessidade de um debate mais amplo sobre a regulamentação das apostas no Brasil.




