Uma influenciadora chinesa, conhecida como Abeeeer, foi desclassificada da Maratona de Berlim após ser flagrada utilizando uma bicicleta durante parte do percurso de 42,2 km. A atleta, que completou a prova com um tempo de 4h53min46s, havia compartilhado fotos com a medalha e afirmado ter alcançado sua melhor marca pessoal. No entanto, a fraude foi descoberta pela OMTIU (Official Marathon Time Integrity Unit), um grupo criado para identificar irregularidades em competições de atletismo.
A unidade de integridade notou que a influenciadora registrou uma parcial de 5 km entre os quilômetros 35 e 40 com um tempo seis minutos mais rápido do que o anterior, o que levantou suspeitas sobre sua performance. Em resposta à desclassificação, Yuanyuan Sun publicou um pedido de desculpas em sua conta na plataforma RedNote, onde conta com cerca de 520 mil seguidores. Ela reconheceu que utilizar uma bicicleta durante a maratona violou as regras e afirmou que, apesar de ter se sentido mal durante o percurso, isso não justifica sua ação.
Além da desclassificação, a marca de artigos esportivos Brooks China decidiu encerrar sua parceria com a influenciadora. Um porta-voz da empresa declarou que, após verificar os fatos, a marca reafirmou seu compromisso com a integridade e a justiça nas competições. A tentativa de burlar as regras em maratonas não é nova; um dos casos mais notórios ocorreu em 1979, quando a corredora Rosie Ruiz utilizou o metrô para completar a Maratona de Nova York. Essa situação levanta questões sobre a ética e a integridade nas competições esportivas, destacando a importância de respeitar as regras e o espírito do esporte.




