Luiza Erundina (Psol) fez história ao ser eleita deputada estadual mais velha do Brasil nas eleições de 2026. Com 91 anos, ela conquistou uma das 94 cadeiras da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), destacando-se como uma figura emblemática da política nacional.
A ex-prefeita de São Paulo obteve 169.567 votos, ocupando a 13ª posição na lista de eleitos, superando o deputado Eduardo Suplicy (PT), que, aos 85 anos, era o mais velho até então na Alesp.
Nascida em 30 de novembro de 1934, em Uiraúna, na Paraíba, Erundina é formada em Serviço Social pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e possui mestrado em ciências sociológicas pela Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESP-SP). Em 1989, tornou-se a primeira mulher de esquerda a assumir a prefeitura da capital paulista, cargo que ocupou até 1992.
Durante sua trajetória política, Erundina atuou como deputada federal por sete mandatos, onde se destacou em diversas frentes. Ela foi fundamental na aprovação de importantes legislações, como a Lei das Brinquedotecas, que instituiu a obrigatoriedade de brinquedotecas em unidades de saúde pediátricas, e a lei que garantiu direitos às gestantes atendidas pelo SUS.
Erundina também é reconhecida por sua luta em defesa dos direitos das mulheres, crianças e adolescentes, além de sua atuação em prol da democratização da comunicação e da justiça social. Como deputada estadual, ela se compromete a defender temas como transporte público de qualidade, políticas de proteção contra a violência e a participação popular nas decisões políticas.
Para a cientista política Jacqueline Pitanguy, a eleição de Erundina é um marco importante. Em entrevista à jornalista Mara Régia, da Rádio Nacional, ela destacou a relevância da experiência e sabedoria que Erundina traz para a política.
“A eleição de Erundina ajuda a quebrar a ideia do etarismo, mostrando que o envelhecimento pode trazer sabedoria e tolerância”, afirmou Pitanguy.
Erundina, com sua vasta experiência e trajetória, promete trazer uma nova perspectiva para a Assembleia Legislativa de São Paulo, reafirmando a importância da diversidade e da inclusão na política brasileira.



