Post: Argentino preso por importunar menina de 12 anos tinha registros ocultos de crianças em MT

Argentino foi preso em Cuiabá por importunar menina de 12 anos; investigação revelou registros ocultos de crianças em seu celular.
Argentino preso por importunar menina de 12 anos tinha registros ocultos de crianças em MT

A prisão de Ramiro Manriquez Llompart, um argentino de 35 anos, por importunar sexualmente uma menina de 12 anos em um comércio de Cuiabá, revelou um caso ainda mais alarmante. Durante a investigação, a polícia encontrou em seu celular diversas fotografias e vídeos de crianças e adolescentes, capturados de forma oculta em shoppings e centros comerciais de Cuiabá e Várzea Grande, além de conteúdos relacionados à exploração sexual infantil armazenados no dispositivo.

Ramiro foi detido em flagrante na última sexta-feira (2), após se aproximar da menina e tocar suas nádegas. Ao ser abordado pelas autoridades, ele tentou se defender, alegando que o contato foi acidental e que apenas esbarrou na vítima. Contudo, as investigações na delegacia mudaram o rumo do caso. Ao fornecer a senha de seu celular, os investigadores descobriram um acervo chocante de imagens e vídeos de crianças e adolescentes de diversas idades.

Os registros, segundo informações, foram feitos de forma clandestina enquanto as vítimas circulavam por shoppings e outros centros comerciais. Além disso, o aparelho continha mídias que indicam exploração sexual infantil. O argentino já tinha um histórico de descumprimento de ordens judiciais e estava sob monitoramento com uma tornozeleira eletrônica.

Em dezembro de 2025, a ex-namorada de Ramiro denunciou uma série de agressões. Ela relatou que, após duas semanas de convivência em Mato Grosso, era frequentemente agredida com socos e chutes. Em uma das agressões, Ramiro chegou a causar um corte nas costas da mulher com uma navalha e a ameaçou de morte, caso ela procurasse a polícia. A denúncia foi incentivada por uma colega de trabalho da vítima.

Após o relato, uma medida protetiva foi concedida à mulher, mas Ramiro desrespeitou a ordem judicial em janeiro de 2026. Em março, houve um novo descumprimento, acompanhado de registros de lesão corporal, dano e perseguição. Em junho, o argentino voltou a violar a medida protetiva.

Além do histórico de desobediência, também foi registrada a violação do equipamento de monitoramento eletrônico. Diante desse contexto, e considerando a gravidade das novas descobertas após sua prisão, a detenção foi convertida em prisão preventiva durante a audiência de custódia realizada no último sábado (3).

Ramiro permanece preso enquanto as investigações continuam. As autoridades buscam identificar a extensão dos atos atribuídos ao suspeito, analisar o material encontrado em seu celular e esclarecer as circunstâncias em que as imagens foram capturadas e armazenadas.

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