Os Estados Unidos realizaram uma retirada apressada de todos os 12 bombardeiros B-1 da Força Aérea de uma base no sul da Inglaterra, após receberem novas ameaças relacionadas a um plano apoiado pelo Irã. A movimentação, que ocorreu durante o último fim de semana, é considerada extremamente incomum, uma vez que retiradas desse tipo raramente acontecem com tamanha rapidez em bases aliadas durante períodos de paz. A base em questão, a RAF Fairford, viu suas aeronaves serem evacuadas com tanta urgência que algumas delas partiram enquanto aviões de reabastecimento estavam sendo mobilizados para apoiar a viagem de volta aos Estados Unidos. Até o momento, pelo menos três bombardeiros já haviam chegado à sua base de origem em Dakota do Sul.
O Comando Europeu do Pentágono confirmou a saída dos bombardeiros, mas não forneceu detalhes sobre as novas ameaças que motivaram a retirada. Em uma declaração, o comando afirmou que os bombardeiros operam regularmente em várias partes do mundo para manter a prontidão das forças e atender às necessidades operacionais, mas não especificou a natureza das informações que levaram à evacuação.
Autoridades americanas indicaram que as novas informações estavam ligadas a alertas de ameaça recebidos três semanas antes, mas a urgência aumentou nas últimas 24 horas, levando os comandantes a agir rapidamente. A retirada dos bombardeiros ocorreu uma semana após a prisão de cinco homens pela polícia britânica, que foram vistos em vans brancas nas proximidades da base. Os homens foram liberados sob fiança após a polícia não encontrar explosivos, mas continuam sob investigação. Além disso, um cidadão com dupla nacionalidade britânica e iraniana foi preso sob suspeita de planejar atos terroristas.
O primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, declarou que o governo acredita que o Irã esteve envolvido no planejamento das ameaças. Autoridades de segurança dos EUA, Reino Unido, Alemanha e Israel estão investigando a situação, que pode estar relacionada à Guarda Revolucionária do Irã. O Irã, por sua vez, negou as acusações de envolvimento.
Esse episódio gerou uma série de questionamentos entre as autoridades, incluindo a evacuação de 85 residências e o uso de um robô antibombas para inspecionar as vans. Em julho, a Guarda Revolucionária do Irã havia emitido um comunicado alertando que permitir que os EUA utilizassem a base tornaria Londres responsável pelas ações americanas, considerando qualquer base usada para lançar ataques contra o Irã um alvo legítimo.
Em setembro, informações de inteligência indicaram que a RAF Fairford poderia ser alvo de um ataque apoiado pelo Irã, levando a um aumento da preocupação entre as autoridades europeias. Comandantes militares americanos foram informados de que as bases dos EUA na Europa, incluindo as na Alemanha, estavam em risco elevado, destacando a necessidade de vigilância e precaução.



