Post: Manchester City apela contra decisão sobre violações financeiras

Manchester City recorre de decisão sobre violações financeiras, podendo enfrentar severas punições na Premier League.
Manchester City apela contra decisão sobre violações financeiras

O Manchester City confirmou nesta sexta-feira que apresentou um recurso contra a decisão que o considerou culpado de graves violações das regras financeiras da Premier League. A comissão independente que analisou o caso divulgou suas conclusões no início da semana, e o clube tinha até o meio-dia de hoje para contestar a decisão. Embora nenhuma punição tenha sido definida até o momento, o City pode enfrentar uma severa perda de pontos, multas ou até mesmo a expulsão da primeira divisão.

O clube, que já conquistou dez títulos da liga inglesa, nega qualquer irregularidade e afirma que a decisão contém erros materiais de fato e de direito. Em um comunicado, o Manchester City declarou: “A posição firme do clube é que existem provas irrefutáveis que sustentam todas as suas posições relacionadas a este caso, e que é inocente das acusações feitas pela Premier League.”

A Premier League, por sua vez, anunciou que a audiência da comissão independente de recurso será privada e confidencial até que um resultado seja autorizado para publicação. A Federação Inglesa de Futebol também se manifestou, afirmando que a decisão da comissão tem implicações significativas para a integridade do futebol e que está analisando cuidadosamente o caso.

A comissão considerou o City culpado de mais de 100 violações das regras financeiras ao longo de quase uma década, alegando que acordos firmados pelo clube inflaram artificialmente suas receitas e reduziram custos em mais de 900 milhões de libras entre 2009 e 2018, período em que o clube conquistou três títulos da Premier League e outros troféus. Segundo a comissão, o City ocultou a verdadeira situação de suas finanças e violou os limites de gastos tanto da Premier League quanto da UEFA.

Em seu recurso, o City deve alegar que contratos de patrocínio foram financiados pelo governo de Abu Dhabi, e não pelos proprietários do clube, o que não é proibido pelas regras da Premier League. A comissão concluiu que o clube havia firmado acordos comerciais de fachada com vários patrocinadores, como parte de um esquema de financiamento disfarçado.

A empresa de investimentos ADUG, pertencente ao xeique Mansour bin Zayed al-Nahyan, comprou o City em 2008 e transformou o clube em uma potência do futebol mundial. Um porta-voz do governo britânico reiterou que o clube não está acima das regras, após críticas ao primeiro-ministro Andy Burnham sobre sua postura no caso.

O técnico da seleção inglesa, Thomas Tuchel, comentou que o assunto domina as conversas entre os jogadores do City enquanto se preparam para enfrentar a Croácia. “É claro que os jogadores falam sobre isso, mas estão prontos para o jogo”, afirmou.

Além das possíveis punições, o City pode enfrentar pedidos de indenização de rivais. A principal patrocinadora do clube, a companhia aérea estatal Etihad Airways, também se manifestou, afirmando que está considerando ações legais contra a Premier League, rejeitando qualquer insinuação de envolvimento em acordos comerciais impróprios.

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