A Federação de Futebol da Suíça (SFV) decidiu retirar seu apoio a Gianni Infantino, presidente da Fifa, em um movimento que representa uma perda significativa para o dirigente, especialmente considerando que ele é natural do país. A decisão foi tomada em meio a uma crise gerada pela proposta de Infantino de abrir a Fifa a investidores privados, um plano que encontrou forte resistência, principalmente na Europa, desde seu anúncio.
O comitê central da SFV reconsiderou o apoio que havia manifestado em junho, quando Infantino se preparava para sua reeleição, marcada para março de 2027. A mudança de postura da federação suíça reflete a crescente insatisfação com a gestão de Infantino, que tem enfrentado críticas não apenas da SFV, mas também da Uefa (União das Associações Europeias de Futebol), que tem sido vocal em sua oposição ao presidente da Fifa desde o início da crise.
A proposta de Infantino de atrair capital privado para a Fifa gerou um intenso debate no cenário do futebol europeu, onde muitos veem essa movimentação como uma ameaça à integridade do esporte. A resistência à ideia sugere que a confiança em sua liderança está se esvaindo, o que pode complicar ainda mais sua busca pela reeleição.
Com a retirada do apoio da SFV, Infantino se vê em uma posição vulnerável, e a pressão para que ele reavalie suas estratégias e busque um consenso entre as federações de futebol aumenta. A situação atual levanta questões sobre o futuro da Fifa e a direção que a entidade tomará sob sua liderança nos próximos anos.




