O Bradesco anunciou que arrecadou R$ 6,5 bilhões na primeira etapa de seu aumento de capital, iniciado em julho deste ano. A operação, que tem como objetivo levantar até R$ 10 bilhões, será realizada em duas fases distintas. Durante o período de exercício do direito de preferência, que se encerrou no dia 4 de setembro, foram subscritas 402 milhões de novas ações, conforme comunicado divulgado pela instituição na noite de quarta-feira (16).
Na primeira fase, foram emitidas 252,6 milhões de ações ordinárias, que conferem direito a voto, ao preço de R$ 15,43 cada, além de 149,8 milhões de ações preferenciais, que não dão direito a voto, por R$ 17,64. Com essa movimentação, restaram 202,3 milhões de ações não subscritas, conhecidas como sobras, que serão disponibilizadas exclusivamente para investidores que já exerceram o direito de preferência e demonstraram interesse na reserva durante essa fase inicial.
O período para a subscrição das sobras ocorrerá na próxima semana. Segundo os critérios de rateio estabelecidos pelo Bradesco, os acionistas poderão adquirir os novos papéis com pesos diferentes, dependendo do tipo de ação que possuem. Caso ainda haja ações não vendidas após essa nova distribuição, o banco poderá realizar um segundo rateio ou um leilão na B3, a bolsa de valores brasileira.
Adicionalmente, os acionistas controladores do Bradesco têm a opção de homologar parcialmente a oferta, com o compromisso de aportar até R$ 8 bilhões no aumento de capital. Essa estratégia foi apresentada pelo banco como uma forma de financiar investimentos em tecnologia, eficiência comercial e expansão dos negócios. Se o aumento de capital atingir o valor previsto, o capital social do Bradesco poderá chegar até R$ 103 bilhões.
Na ocasião do anúncio do aumento de capital, o banco destacou que aplicou um desconto de 6% no preço das ações para incentivar a participação dos acionistas. Marcelo Noronha, CEO do Bradesco, mencionou o retorno sobre o patrimônio líquido e a expectativa de queda nas taxas de juros no Brasil em 2026 e 2027 como fatores que podem estimular a colocação de mais capital no banco.


