Post: Dólar recua para R$ 5,08 e atinge menor cotação em um mês

Dólar recua para R$ 5,08, menor valor em um mês, enquanto a bolsa alcança seu maior nível desde maio.
Dólar recua para R$ 5,08 e atinge menor cotação em um mês

Em um dia marcado pela movimentação intensa dos ativos financeiros e pela alta do petróleo devido às crescentes tensões no Oriente Médio, o dólar apresentou uma forte queda, encerrando o pregão a R$ 5,08, o menor valor registrado em um mês. Ao mesmo tempo, a bolsa de valores brasileira alcançou seu maior nível desde maio, refletindo um ambiente de otimismo nos mercados.

Os principais números do dia mostram que o dólar à vista fechou a R$ 5,089, com uma queda de 0,79%. Essa foi a menor cotação desde 7 de agosto, quando a moeda foi cotada a R$ 5,084. Durante o dia, o dólar oscilou entre R$ 5,1289 e R$ 5,0713, evidenciando a volatilidade do mercado. Com essa queda, a moeda acumula uma desvalorização de 7,28% no ano e de 1,82% apenas em setembro, após uma alta de 2,16% em agosto.

O Ibovespa, por sua vez, avançou 1,20%, fechando a 187.366,84 pontos, o maior nível desde 4 de maio. Durante a sessão, o índice chegou a atingir 189.487,70 pontos, com um volume financeiro de R$ 29,76 bilhões. As ações da Petrobras, que têm grande peso no índice, acompanharam a valorização do petróleo no mercado internacional, com as ações preferenciais subindo 2,08% e as ordinárias 2,36%. O fluxo de capital estrangeiro na bolsa brasileira se manteve positivo, com uma entrada líquida de R$ 3,9 bilhões nos primeiros pregões de setembro.

Os contratos de petróleo também mostraram alta, impulsionados pelas tensões no Oriente Médio e pelos ataques a instalações energéticas na Arábia Saudita. O barril do tipo Brent, referência internacional, subiu 0,9%, alcançando US$ 97,92, enquanto o WTI, referência nos Estados Unidos, avançou 1,7%, para US$ 93,03. Essa alta no petróleo ocorre em um contexto de preocupações sobre o abastecimento, especialmente no Estreito de Ormuz, que é crucial para o fluxo global de petróleo.

Apesar do aumento nos preços do petróleo, os contratos apresentaram uma leve correção ao longo do dia, refletindo as preocupações com os impactos dos combustíveis mais caros sobre a inflação, as taxas de juros e o crescimento econômico global.

*Com informações da Reuters.

Últimas Notícias