Post: Flávio Bolsonaro afirma que ajuste fiscal não afetará aposentadorias ou salário mínimo

Flávio Bolsonaro afirma que ajuste fiscal não afetará aposentadorias ou salário mínimo, propondo cortes em impostos e ministérios.
Flávio Bolsonaro afirma que ajuste fiscal não afetará aposentadorias ou salário mínimo

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) declarou nesta sexta-feira (28) que, se eleito, pretende realizar um ajuste fiscal sem a necessidade de alterar as aposentadorias ou a política de valorização do salário mínimo. Em entrevista à TV Globo, Flávio afirmou: “Não precisa fazer economia em cima dos aposentados”. Ele propôs um ajuste focado no combate a fraudes na Previdência, na redução de impostos, na diminuição de cargos comissionados e na redução do número de ministérios.

“Vou fazer um governo enxuto, reduzir a quantidade de ministérios, cortar a burocracia, tesouraço nos impostos”, destacou o presidenciável, que evitou responder diretamente sobre qual seria o nível da dívida pública durante sua gestão.

Atualmente, a dívida pública bruta do Brasil, em relação ao PIB (Produto Interno Bruto), alcançou 81,1% em maio, um aumento em relação aos 80,2% do mês anterior. Essa declaração surge em um momento em que uma nova proposta de reforma da Previdência está sendo discutida, a qual sugere uma reestruturação completa dos sistemas de aposentadorias e benefícios do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). Se implementada, a reforma poderia estabilizar os gastos previdenciários em torno de 10% do PIB até o final do século, em comparação aos 8% atuais, com projeções de que esses custos cheguem a 17% em 2100 se nenhuma ação for tomada.

O economista Paulo Tafner, coordenador da proposta, afirmou que, se a reforma for adotada de forma abrangente, não será necessário discutir novas reformas em um futuro próximo. Outro aspecto relevante é a política de valorização do salário mínimo, que atualmente é ajustado pela inflação dos últimos 12 meses até novembro do ano anterior, além da variação do PIB de dois anos antes. O salário mínimo serve como referência para diversas despesas obrigatórias do governo, incluindo aposentadorias do INSS e o BPC (Benefício de Prestação Continuada).

Flávio Bolsonaro negou qualquer intenção de alterar essa política. “Não farei economia com quem ganha salário mínimo”, afirmou no Jornal Nacional, sem detalhar se mudaria a fórmula de correção do salário.

Durante a entrevista, o candidato também criticou a taxa de juros, que atualmente está em 14% ao ano, e alertou que, sem um ajuste fiscal robusto, o Brasil estaria em risco de falência. Ele atribuiu o aumento da dívida das famílias brasileiras ao governo Lula (PT) e ao crescimento dos gastos públicos.

Flávio ainda acrescentou que sua vitória nas eleições poderia restaurar a confiança na economia brasileira, resultando em uma redução nas taxas de juros na primeira reunião do Banco Central após sua posse. Medidas para lidar com a inadimplência já haviam sido discutidas por sua assessora econômica, Daniella Marques, em uma entrevista anterior à Folha.

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