O rei Harald 5º da Noruega, um monarca reformista que ocupou o trono por mais de três décadas, faleceu nesta sexta-feira (28), aos 89 anos. A informação foi divulgada pelo palácio real, que confirmou que o rei morreu tranquilamente no Hospital Universitário de Oslo, onde estava internado devido a uma infecção bacteriana. Harald, que era o monarca mais velho da Europa, havia sido hospitalizado no dia 17 de agosto, e sua condição de saúde vinha se deteriorando nos últimos anos.
Desde que assumiu o trono em 1991, Harald se destacou por sua capacidade de modernizar a monarquia norueguesa, afastando-se da imagem tradicional que seu pai, o rei Olav, representava. Ele era amplamente popular entre os noruegueses, e uma pesquisa recente indicou que 64% da população apoiava a monarquia, embora esse número tenha caído em meio a crises familiares e escândalos.
O rei Harald também foi um símbolo de conforto em momentos de crise nacional. Em 2011, após os ataques terroristas de Anders Behring Breivik, que resultaram na morte de 77 pessoas, o rei fez um discurso emocionado que tocou o coração de muitos noruegueses, reafirmando a importância da liberdade e da união do povo. Sua habilidade em se conectar com a população fez dele um líder respeitado e querido.
Durante seu reinado, Harald enfrentou desafios pessoais e familiares, incluindo a recente condenação de seu neto, Marius Hoiby, por crimes graves, e a luta de sua nora, a princesa herdeira Mette-Marit, contra problemas de saúde. Apesar disso, ele manteve uma postura firme em seu papel como monarca, afirmando que seu compromisso com a Noruega era vitalício.
A morte de Harald representa não apenas a perda de um líder, mas também um marco na história da Noruega, que agora se vê em um momento de reflexão sobre o futuro da monarquia e seu papel na sociedade contemporânea. O país se despede de um rei que, ao longo de sua vida, buscou promover reformas e modernização, deixando um legado significativo para as futuras gerações.



