Menos dependente de jogadores da NBA e com maior presença de atletas que atuam nos principais times nacionais, a seleção brasileira masculina de basquete se prepara para a Copa do Mundo do ano que vem, consolidando-se como a principal força da América do Sul, após décadas à sombra da rival Argentina. O técnico Aleksandar Petrovic, que já teve uma passagem anterior pela seleção, mostra confiança no desempenho da equipe, que vem de uma campanha vitoriosa nas eliminatórias, com seis vitórias em seis jogos.
Após uma participação nos Jogos Olímpicos de Paris, onde foi derrotada pelos Estados Unidos nas quartas de final, a seleção conquistou a AmeriCup e subiu no ranking da FIBA, buscando agora não ser vista como coadjuvante, mas como uma forte concorrente no Mundial do Qatar. Petrovic, um experiente técnico croata, tenta imprimir uma identidade ao time, inspirada no basquete europeu, com ênfase na organização tática e no controle do jogo.
Ele observa que, ao contrário de anos anteriores, muitos jovens brasileiros estão agora tendo oportunidades de jogar fora do país, especialmente nas universidades dos Estados Unidos e em clubes europeus. Isso, segundo ele, é um sinal positivo para o futuro do basquete brasileiro. O elenco atual reflete essa transformação, com uma nova geração de jogadores que, embora não tenha a mesma quantidade de representantes na NBA que antes, demonstra potencial e qualidade.
Petrovic acredita que a ausência de Gui Santos, o único brasileiro na NBA, não é um problema. O jogador, que atua pelo Golden State Warriors, não foi liberado para participar deste ciclo, mas o técnico vê isso como uma oportunidade para outros jogadores se destacarem e ganharem experiência. A seleção se prepara agora para enfrentar a República Dominicana em Brasília e o México na Cidade do México, em busca de manter o bom desempenho nas eliminatórias.




