O presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, anunciou o início de operações coordenadas entre a polícia e a autoridade migratória para deportar migrantes em situação irregular no país. A medida, que faz parte de uma agenda de linha dura do novo governo, foi comunicada em um vídeo vazado de uma reunião do conselho de segurança realizada em Barranquilla, no último domingo. Durante o encontro, Espriella enfatizou a necessidade de priorizar a detenção de estrangeiros envolvidos em atividades criminosas.
“A ordem para a Migração é clara: primeiro, os que estão cometendo crimes; segundo, os que não têm a situação regularizada e que, no devido tempo, terão de ser deportados”, afirmou o presidente. Ele também destacou que não aceitará imigração ilegal, reiterando que a prioridade deve ser sempre para os colombianos.
Desde a sua posse em 7 de agosto, a postura do governo tem sido marcada por uma retórica forte contra a imigração irregular, especialmente em um contexto onde a Colômbia se tornou um dos principais destinos para migrantes venezuelanos que fogem da crise em seu país. De acordo com a Agência da ONU para Refugiados (Acnur), cerca de 3 milhões de venezuelanos residem na Colômbia atualmente.
Tradicionalmente, a direita colombiana tem promovido políticas de acolhimento para a diáspora venezuelana, mas a nova administração parece estar mudando essa abordagem. “Deportados! É uma ordem presidencial que deve começar a ser cumprida já nesta semana. Não vou aceitar migrantes ilegais, venham de onde vierem”, declarou Espriella, deixando claro seu compromisso com a nova política.
A Colômbia, que enfrentou décadas de conflito armado, não possui uma tradição de receber migrantes, tendo visto, ao longo dos anos, milhões de colombianos deixarem o país em busca de melhores condições de vida em nações como Estados Unidos e Espanha. Com a nova ordem, a expectativa é que as deportações sejam intensificadas, refletindo uma mudança significativa na política migratória do país.
“É uma decisão política, e eu a assumo. É uma decisão administrativa, e eu a assumo”, completou o presidente, sinalizando que essa postura será uma prioridade em sua administração.



