O Programa Move Brasil, que abrange táxis e aplicativos, anunciou um aumento significativo no limite de financiamento para veículos novos, agora estabelecido em R$ 200 mil. Essa mudança inclui novas configurações de carros híbridos entre os modelos elegíveis. A alteração foi oficializada por meio de uma portaria conjunta dos Ministérios do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e da Fazenda, publicada em uma edição extraordinária do Diário Oficial da União (DOU).
O teto anterior, que era de R$ 150 mil, foi elevado para R$ 200 mil, considerando o valor registrado na nota fiscal. Essa medida visa ampliar o número de modelos que podem ser financiados por motoristas de aplicativo e taxistas cadastrados no programa.
Com essa nova faixa de financiamento, o governo estima que cerca de 88% do mercado brasileiro de veículos será alcançado, em comparação com aproximadamente 63% anteriormente, segundo dados de emplacamentos da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) de 2025. Essa mudança não apenas aumenta a variedade de veículos disponíveis, mas também inclui modelos de categorias superiores de conforto.
A nova portaria também ampliou a lista de veículos híbridos que podem participar do programa. Agora, são contemplados modelos que combinam motor elétrico com motor a combustão, movidos a álcool, gasolina e híbridos de álcool e gasolina. Essa medida mantém os critérios de sustentabilidade e eficiência energética estabelecidos pelo programa. Dados do Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV) de 2026 indicam que veículos híbridos podem apresentar uma redução média de 24% no consumo energético em comparação com versões convencionais equivalentes.
Desde sua implementação em 27 de julho, o Move Brasil prevê até R$ 30 bilhões em crédito para a aquisição de veículos novos por motoristas de aplicativo e taxistas. A ampliação do programa ocorre em um momento em que o governo avalia mudanças para aumentar a participação dos bancos privados nas operações de financiamento. Na noite de quarta-feira (19), o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a equipe econômica está estudando alterações no programa. Segundo ele, o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal têm demonstrado maior disposição para conceder os financiamentos, enquanto as instituições privadas têm apresentado menor participação.
Durigan destacou que a adesão ao programa está abaixo da expectativa inicial do governo, embora o volume de operações já seja considerado relevante. Ele afirmou que o governo pretende avaliar formas de aumentar o interesse das instituições privadas e, assim, elevar o número de financiamentos. “O que temos observado é uma participação maior dos bancos públicos, com menos apetite por parte dos bancos privados. Estamos sempre em contato para entender por que, mesmo com a garantia do governo, não tem havido a adesão que inicialmente esperávamos”, disse o ministro após reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Com o novo teto de R$ 200 mil e a ampliação das categorias de híbridos, o governo busca aumentar as opções disponíveis aos motoristas, enquanto trabalha em ajustes para elevar a participação das instituições privadas no programa.




