Post: Prichard Colón, boxeador porto-riquenho, morre aos 33 anos após complicações de hematoma subdural

Prichard Colón, boxeador porto-riquenho, morreu aos 33 anos após complicações de hematoma subdural. Entenda os riscos e sintomas.
Prichard Colón, boxeador porto-riquenho, morre aos 33 anos após complicações de hematoma subdural

O boxeador porto-riquenho Prichard Colón faleceu nesta quinta-feira (13), aos 33 anos, após uma longa batalha contra graves lesões neurológicas resultantes de um hematoma subdural. A condição, que ocorre quando há acúmulo de sangue entre as camadas que revestem o cérebro, foi diagnosticada após Colón desmaiar em uma luta em 2015, quando sofreu múltiplos golpes na parte posterior da cabeça. Após o incidente, ele ficou em coma por 221 dias e, ao despertar, apresentou danos neurológicos significativos.

A morte de Colón, que não teve a causa divulgada pela família, traz à tona a gravidade das lesões cerebrais em esportes de contato. Segundo a neurologista Ana Carolina Gomes, vice-coordenadora do Departamento Científico de Traumatismo Cranioencefálico da Academia Brasileira de Neurologia, o hematoma subdural pode ser causado por traumas cranianos, comuns em atletas como boxeadores, e em idosos com histórico de quedas frequentes.

A condição pode se manifestar de diferentes formas, sendo a aguda a mais crítica, geralmente resultante de um impacto significativo. Os sintomas incluem sonolência profunda, fortes dores de cabeça e déficits neurológicos focais. Em casos agudos, a intervenção cirúrgica é frequentemente necessária para evitar complicações fatais.

Colón, que começou sua carreira no boxe em 2009, se destacou rapidamente, acumulando vitórias e conquistando o título de campeão mundial na categoria super leve. No entanto, sua trajetória foi interrompida por lesões que o deixaram incapacitado e dependente de cuidados constantes.

A neurologista explica que, após um traumatismo craniano, é crucial buscar avaliação médica, especialmente se houver perda de consciência ou desmaio. A prevenção e o tratamento precoce são fundamentais para evitar consequências severas, como as que Colón enfrentou ao longo de sua vida após o acidente.

A morte do boxeador é um lembrete doloroso dos riscos associados a esportes de combate e da importância de monitorar a saúde dos atletas, especialmente aqueles que estão expostos a traumas repetidos.

Últimas Notícias