A crise na Fifa se intensifica com a retirada de apoio à reeleição de Gianni Infantino por parte de federações de futebol da Inglaterra, Suécia, Sérvia e País de Gales. A decisão foi anunciada após a falha de um plano que visava vender 21% das operações comerciais da entidade, incluindo a Copa do Mundo. As federações expressaram descontentamento com a liderança de Infantino, destacando a necessidade de uma revisão na governança da Fifa.
A Federação Inglesa de Futebol (FA) emitiu um comunicado enfatizando que é hora de uma “revisão completa e rigorosa da liderança e da governança da Fifa”. O documento ressalta a importância de garantir que o futebol mundial seja administrado de forma transparente, em benefício de todas as 211 associações-membro. Infantino, que ocupa o cargo desde fevereiro de 2016, já se preparava para concorrer à reeleição no próximo ano, tendo sido reeleito sem adversários em 2019 e 2023.
As federações do País de Gales e da Sérvia também formalizaram sua retirada de apoio. A Federação de Futebol da Sérvia afirmou que, após uma análise cuidadosa dos eventos recentes que prejudicaram a imagem da Fifa e de seu presidente, a decisão de retirar o apoio é a única lógica e racional. A federação sueca, por sua vez, destacou falhas recorrentes de governança e transparência, afirmando que a confiança na liderança de Infantino já não existe mais.
A reação contra Infantino se intensificou após o fracasso de seu plano de vender uma participação na Copa do Mundo a investidores privados, que buscava arrecadar até US$ 4,2 bilhões. A proposta foi abandonada após forte resistência das partes interessadas, levando a uma onda de descontentamento entre as federações.
Além disso, Infantino buscou apoio do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em meio à pressão crescente. Fontes relataram que ele tentou, sem sucesso, contatar Trump por telefone após o fracasso do plano. A Fifa e a Casa Branca não comentaram o assunto imediatamente.
Com a Uefa e a Concacaf também expressando falta de confiança na liderança de Infantino, a situação se torna cada vez mais delicada. A Uefa, que liderou a oposição aos planos de Infantino, enviou uma ordem de preservação de documentos, indicando que uma investigação pode estar em curso. Infantino, que esperava uma reeleição tranquila, agora enfrenta um cenário incerto, com a insatisfação entre as federações podendo dificultar sua reeleição no Congresso da Fifa, agendado para março no Marrocos. A pressão sobre sua liderança é maior do que nunca, e as próximas semanas serão cruciais para o futuro do dirigente e da própria Fifa.




