O número de mortos após o terremoto ocorrido no sul do Japão subiu para 30, conforme anunciado pelo governo japonês nesta quinta-feira (30). A tragédia, que atingiu a província de Kumamoto, deixou um rastro de destruição e causou a interrupção de serviços essenciais, como eletricidade e água, afetando milhares de moradores.
A primeira-ministra Sanae Takaichi confirmou o novo balanço após equipes de resgate recuperarem quatro corpos entre os escombros de um shopping center que desabou devido ao tremor de magnitude 7,1. “Retiramos dez pessoas. Quatro delas foram confirmadas como mortas e uma não apresenta sinais vitais. Outras sofreram ferimentos graves ou leves”, informou um funcionário do escritório local de gestão de desastres.
O terremoto, que ocorreu na tarde de terça-feira (28), causou danos significativos em Kumamoto, destruindo residências, danificando pontes e provocando incêndios. Além disso, mais de 31 mil residências ficaram sem eletricidade e 84 mil sem água. As temperaturas na região estão altíssimas, com previsões de até 38 °C no fim de semana, o que agrava ainda mais a situação dos afetados.
“A falta de serviços essenciais como água e eletricidade afeta muito os moradores”, afirmou Hiroyuki Matsushima, funcionário de um supermercado em Yatsushiro, uma das áreas mais atingidas. “Com esse calor, sem eletricidade nem ar-condicionado, é muito difícil”, acrescentou, ressaltando a preocupação com sua família.
Imagens do local mostram os socorristas trabalhando entre os escombros, com cautela, em busca de possíveis sobreviventes. O empresário Fumihiko Matsuura, que estava no shopping antes do desabamento, comentou sobre a tragédia: “Estive aqui há muito pouco tempo. É como se eu tivesse escapado por pouco do perigo”.
Além das vítimas do shopping, cinco mortes foram confirmadas na fábrica de papel da Nippon Paper Industries, onde parte de uma chaminé desabou. O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) avaliou a magnitude do terremoto em 6,8, um pouco inferior à estimativa japonesa.
A região, que está localizada na junção de quatro grandes placas tectônicas, já havia enfrentado um terremoto devastador em 2016, que deixou 273 mortos e mais de 2.800 feridos. O governo japonês continua a trabalhar nas operações de resgate e na recuperação dos serviços essenciais, enquanto os moradores tentam lidar com as consequências desse novo desastre.




