A Fórmula 1 está em um momento decisivo e pode optar por encerrar a temporada na Europa, caso as corridas programadas no Golfo Pérsico sejam canceladas. O diretor da categoria, Stefano Domenicali, confirmou que uma decisão sobre os dois últimos Grandes Prêmios, no Qatar e em Abu Dhabi, será tomada em meados de setembro. Ele destacou que, se a situação não se resolver conforme esperado, o campeonato será finalizado na Europa, pois não há alternativas viáveis para a realização das corridas em outra localidade.
Os Grandes Prêmios do Bahrein e da Arábia Saudita, que estavam agendados para abril, foram cancelados devido à guerra no Oriente Médio. Recentemente, foi anunciado que o GP do Bahrein será realizado na Malásia no início de outubro, mas não existe uma solução para o GP de Jeddah. Domenicali enfatizou que várias opções estão sendo consideradas, mas não é adequado fazer promessas ou antecipar decisões neste momento.
Além disso, o chefe da F1 esclareceu que não haverá outras corridas nos Estados Unidos, encerrando rumores que sugeriam Austin e Las Vegas como alternativas. O circuito de Ímola, na Itália, que não faz parte do calendário deste ano, é considerado um dos favoritos para receber uma corrida de encerramento, caso a situação no Golfo não se normalize.
A situação é complexa, pois também impacta outras competições. O Campeonato Mundial de Endurance (WEC) já anunciou a substituição de suas últimas corridas no Qatar e no Bahrein por eventos em Barcelona e Monza. O Grande Prêmio do Qatar de MotoGP, que estava agendado para abril e foi remarcado para novembro, também enfrenta o risco de cancelamento, assim como o Rali da Arábia Saudita, programado para Jeddah em novembro.




