Um órgão consultivo internacional emitiu sete alertas relacionados a possíveis manipulações de partidas durante a Copa do Mundo de 2026, que está sendo realizada na América do Norte. As informações foram divulgadas pelo site The Athletic, que pertence ao The New York Times. Os alertas surgiram em decorrência de irregularidades em apostas identificadas ao longo do torneio, que conta com 104 partidas.
Os alertas foram emitidos pelo Grupo de Copenhague, uma rede internacional independente que se dedica a detectar, punir e prevenir a manipulação de competições esportivas. O relatório completo ainda não foi publicado, mas fontes que tiveram acesso às informações indicam que entre os alertas está a possibilidade de apostas na participação do atacante americano Folarin Balogun em um jogo contra a Bélgica, que ocorreu após ele receber um cartão vermelho na partida contra a Bósnia e Herzegovina.
O Comitê Disciplinar da FIFA confirmou a participação de Balogun apenas três dias depois, após revogar sua suspensão. Curiosamente, nenhum mercado de apostas semelhante foi aberto para os outros 14 jogadores que também receberam cartões vermelhos durante o torneio, o que levanta questionamentos sobre a situação.
Os alertas são emitidos quando há indícios de irregularidades, que podem incluir flutuações inexplicáveis nas probabilidades de apostas, rumores nas redes sociais ou informações de fontes. O Grupo de Copenhague classifica esses eventos em quatro categorias, que vão de verde (normal) a vermelho (alerta máximo). Os sete alertas emitidos são da categoria amarela, indicando um alerta levemente elevado.
A operação do Grupo de Copenhague foi realizada em colaboração com a Força-Tarefa de Integridade da FIFA. No entanto, a força-tarefa declarou que não houve identificação de atividades de apostas suspeitas ou indícios de manipulação de resultados em qualquer partida ao longo da competição.
O Grupo de Copenhague estima que as apostas realizadas durante a Copa do Mundo totalizaram cerca de US$ 240 bilhões, um montante que é aproximadamente o dobro do registrado na Copa do Mundo de 2022, realizada no Catar. Até o momento, FIFA e Polymarket não se pronunciaram sobre os alertas emitidos pelo Grupo de Copenhague.




