Com a escalada da crise no Oriente Médio, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elevou sua retórica contra o Irã, afirmando que está “considerando um ataque maciço, maior do que nunca”. A declaração foi feita em uma entrevista ao site Axios, onde Trump não especificou um cronograma para a ação, mas indicou que a decisão está próxima. “Estamos prontos para isso”, disse ele, enfatizando que não há mobilização militar em andamento.
Trump afirmou que os iranianos ainda não enfrentaram dor suficiente e que uma nova ofensiva superaria em intensidade os ataques iniciais que começaram em 28 de fevereiro, resultando em aproximadamente 3.500 mortes no Irã, incluindo a do líder supremo, aiatolá Ali Khamenei.
O presidente americano também mencionou que Israel estaria disposto a se unir a uma nova ofensiva, embora tenha destacado que os EUA não precisariam de apoio externo para agir. Ele alertou que, caso o Estado judeu retome os ataques, haveria consequências. Essa retórica mais agressiva visa pressionar o Irã a negociar uma nova trégua, já que a fase atual de ataques, definida pelo chanceler iraniano Abbas Araghchi como uma troca recíproca “olho por olho”, começou há duas semanas.
No dia 8, Trump havia declarado o fim do cessar-fogo de 60 dias assinado em 17 de junho, após o Irã tentar estabelecer controle sobre o estreito de Hormuz, atacando petroleiros na região. O memorando de trégua permitiu que Teerã cobrasse pedágio pelo trânsito na via, que é crucial para o escoamento de 20% do petróleo e gás natural do mundo. A expectativa de que o Irã não tomaria medidas militares durante as negociações mostrou-se equivocada, resultando em trocas de fogo diárias e em um bloqueio naval dos EUA a portos iranianos.
Recentemente, os rebeldes houthis do Iémen, aliados do Irã, responderam ao bloqueio de seu principal aeroporto, intensificando ainda mais a situação. A escalada das hostilidades e as ameaças de Trump indicam que o conflito no Oriente Médio pode se intensificar, com repercussões globais significativas.




