A pressão por uma maior participação nas receitas dos torneios de tênis está crescendo, especialmente entre os jogadores do top 20, que ameaçam boicotar partidas de exibição antes do US Open. O grupo reivindica uma fatia de pelo menos 16% das receitas dos Grand Slams, além de uma contribuição anual de R$ 20 milhões para planos de aposentadoria. Com o início do último Grand Slam do ano se aproximando, a situação se torna cada vez mais delicada.
Os dirigentes da USTA (Associação de Tênis dos Estados Unidos) estão tentando evitar um boicote que poderia prejudicar um evento que já vendeu milhares de ingressos. Recentemente, líderes do grupo de jogadores, incluindo Jessica Pegula e Coco Gauff, se reuniram com Brian Vahaly, presidente da USTA, para discutir suas demandas. Embora ambos os lados tenham reconhecido que houve progresso nas negociações, as propostas da USTA ainda não foram suficientes para afastar a ameaça de boicote.
A questão da premiação continua sendo o principal obstáculo. Os jogadores buscam uma participação garantida nas receitas totais do torneio, mas até o momento, os organizadores não se comprometeram com uma fórmula clara de divisão. Jannik Sinner, atual número 1 do ranking masculino, é um dos jogadores que considera não participar do torneio sob as condições financeiras atuais. Outros atletas de elite também estão dispostos a apoiar essa decisão, o que foi comunicado à USTA.
Tiley, que recentemente assumiu o cargo de CEO da USTA, possui um histórico de receptividade aos jogadores, mas no ano passado se recusou a discutir a divisão de receitas. Os jogadores têm trabalhado com Larry Scott, ex-líder do circuito da WTA, para reivindicar a criação de conselhos de jogadores independentes e uma contribuição anual significativa para planos de aposentadoria e assistência médica. Além disso, eles pedem que a premiação corresponda a pelo menos 16% da receita total do torneio, com um aumento para 22% até 2030.
Após uma reunião com a USTA, o grupo de jogadores também se reuniu com dirigentes de Roland Garros, onde foi apresentada uma proposta concreta sobre a divisão de receitas. A expectativa é que o US Open anuncie um aumento significativo na premiação, mantendo-se como o torneio de Grand Slam mais lucrativo. Se o aumento for proporcional ao do ano passado, a premiação total pode ultrapassar os US$ 100 milhões (R$ 506,3 milhões).
Embora os jogadores reconheçam os avanços nas negociações, eles continuam firmes em suas reivindicações, buscando uma reestruturação na forma como a remuneração é distribuída nos Grand Slams. Jessica Pegula, em declarações anteriores, destacou que, apesar do aumento na premiação, as questões levantadas pelo grupo ainda não foram totalmente abordadas. “Não sei se a mensagem não está sendo compreendida”, afirmou Pegula, enfatizando a necessidade de um diálogo mais claro sobre as demandas dos jogadores.




