Inocente Díez, conhecido como Kubala, é o primeiro treinador de Lamine Yamal, jogador que está prestes a disputar a final da Copa do Mundo pela Espanha. Enquanto observa o jovem atleta em ascensão, Kubala se dedica a garantir que outras crianças tenham acesso ao futebol, independentemente de sua condição financeira. Ele criou o projeto Fútbol Sin Barreras, que visa atender jovens de famílias que não conseguem arcar com os custos do futebol de base na Espanha.
Kubala destaca que, atualmente, muitas famílias enfrentam dificuldades financeiras que as impedem de pagar as mensalidades, que variam de 700 a 800 euros por temporada, o equivalente a cerca de R$ 4.105 a R$ 4.690. “Muitas crianças encontram as portas fechadas”, afirma. O projeto, que atualmente atende cerca de 20 crianças e adolescentes, busca garantir que a condição financeira não seja um obstáculo para a prática esportiva. “As crianças aprendem a jogar futebol, mas também a conviver, a ajudar umas às outras e a entender o valor da cooperação”, explica.
Os treinos são conduzidos por dois monitores e pelo próprio Kubala, que acredita que o futebol é apenas uma parte do trabalho. “O importante é que elas encontrem um lugar onde possam crescer, fazer amigos e aprender valores que levarão para a vida.” A história de Kubala com Lamine Yamal começou quando os pais do jogador, ainda com 3 anos e meio, procuraram o clube La Torreta, em La Roca del Vallès, para matriculá-lo. Desde então, a trajetória de Yamal no futebol foi marcada por conquistas, incluindo sua recente visita ao Barcelona antes da Eurocopa de 2024, onde se destacou como um dos principais jogadores.
O projeto de Kubala se tornou uma referência para as famílias da comunidade de Bellavista, em Granollers, onde muitos pais descreveram o espaço como seguro e acolhedor para seus filhos. A iniciativa promove um ambiente de inclusão, respeito e igualdade de oportunidades, onde meninos e meninas treinam juntos. Para Kubala, acompanhar os primeiros anos de Lamine Yamal reforçou a importância de oferecer oportunidades desde cedo. Para viabilizar o projeto, ele lançou uma vaquinha virtual, ressaltando que, embora nem todas as crianças cheguem ao Barcelona ou disputem uma Copa do Mundo, todas merecem a chance de jogar. “O futebol é uma ferramenta poderosa para a inclusão e a formação de cidadãos melhores”, conclui Kubala.




